Política - undefined·17 de outubro de 2017

Governo esvazia CCJ para acelerar denúncia contra Temer e oposição acusa atitude de “política rasteira”

<div><i>Chico Alencar diz que aliados de Temer adotaram a t&aacute;tica &ldquo;do quem cala consente&rdquo;&nbsp;&nbsp;</i></div>

Por Agência do Rádio
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Os deputados da oposição ao governo, na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados, estão criticando duramente a tática da base aliada de acelerar as discussões em torno da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer na comissão.
A fase de discussões do relatório, do deputado Bonifácio de Andrada, que é a favor de Temer, começou nesta terça-feira (17), na CCJ. A base governista, que tem a maioria dos parlamentares no colegiado, adotou a estratégia de não alongar os debates para que o relatório seja votado logo. Ao fim da tarde do primeiro dia de discussão apenas 16 deputados do governo se inscreveram para falar contra 42 parlamentares de oposição.
Para o deputado Federal, Chico Alencar, do PSOL fluminense, a atitude da base governista de esvaziar a CCJ não reflete as boas práticas da política, mas ao contrário, expõe eventual consentimento dos colegas aos supostos delitos cometidos pelo presidente por preferirem o silêncio ao desgaste junto à opinião pública.
É a tática do silêncio, é a tática do quem cala consente, de quem não tem argumento para travar o bom debate, de quem não quer se desgastar também. O partido indica o membro da comissão, mas se ele não votar fielmente com o governo, ele é defenestrado, ele é trocado. Quer dizer: isso não é política. Isso é politicagem.
O deputado Chico Alencar revelou que a oposição apresentou um voto em separado na CCJ, que se for aprovado, derruba o relatório favorável ao presidente Temer. No entanto, ele ressalta que, os partidos oposicionistas na comissão usam argumentos contra o que ele chama de “poder da caneta”.
Apresentamos um voto em separado, com toda essa argumentação, de que há denúncias, indícios e provas suficientes para que se apure. É de interesse do país que a investigação prossiga. A nossa força é a dos argumentos. O governo tem o argumento da força da caneta, o toma lá de cargos, de emendas liberadas. É a velhíssima política, política rasteira, política menor.
Ao todo, 172 deputados vão poder discursar na fase de debates na CCJ. Na primeira denúncia apresentada contra o presidente Temer e analisada pela CCJ em julho, a fase de discussão do relatório durou 19 horas.
De Brasília, Cristiano Carlos
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