
Representantes do governo federal se reuniram, na noite desta quinta-feira (25), com integrantes de entidades de caminhoneiros para entrarem num acordo que cancele os bloqueios de vias pela categoria. Após uma reunião que durou mais de seis horas, a duas partes chegaram a um consenso que pode suspender as manifestações por 15 dias.
De acordo com alguns pontos destacados na proposta anunciada, o governo se comprometeu a reduzir a zero a alíquota da Cide – tributo que incide o óleo diesel, e não promover a reoneração da folha de pagamento do setor de transporte rodoviário de cargas.
Outra promessa feita foi de manter a redução de 10% no valor do óleo diesel a preços na refinaria, já praticados pela Petrobras, nos próximos trinta dias, considerando as necessárias compensações financeiras pela União à Petrobras, no intuito de garantir a autonomia da estatal.
Os representantes das entidades de caminhoneiros que permaneceram até o fim da reunião se comprometeram a apresentar aos manifestantes os termos do acordo.
O ministro da casa Civil, Eliseu Padilha, foi um dos representantes do governo que participou da reunião. Segundo ele, até segunda-feira (28), todos os pontos devem estar normalizados. Além de afirmar que o Brasil precisa dos caminhoneiros, Padilha disse acreditar que o movimento dos caminhoneiros começará a ser desativado a qualquer momento.
A greve dos caminhoneiros chega ao 5º dia seguido e já atinge 24 estados e o Distrito Federal. Os atos começaram a partir das constantes altas no preço do diesel pela Petrobrás. A disparada dos valores faz parte da nova política de preços da estatal, que entrou em vigor desde julho do ano passado.
Reportagem, Marquezan Araújo