Um estudo da Confederação Nacional da Indústria, CNI, mostrou que a Educação Básica tem deixado a desejar quando se trata de preparação dos jovens para mercado de trabalho. Foi por esse motivo que Gustavo Côrrea, de 19 anos, se inscreveu em um curso de processos gráficos no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, o SENAI.
Quando ainda estava no segundo ano do Ensino Médio, o adolescente buscou estágios na área de design gráfico e participou da equipe de robótica. Ele uniu teoria e prática e concluiu o curso com sucesso. Foi assim que antes mesmo de completar 20 anos, que ele teve uma oportunidade de emprego. Atualmente, professor de robótica em uma escola de Goiânia, Gabriel demonstra alegria ao falar sobre as experiências adquiridas.
“A educação profissional ajuda demais porque muito das coisas que a gente vê no curso técnico, boa parte a gente acaba fazendo quando está trabalhando. Então a gente já sabia de praticamente tudo. Faltava só vivenciar aquilo na prática, que no caso, seria o processo final do ensino técnico. A maioria dos meus colegas de turma estão trabalhando também.”
Menos de 60% dos jovens brasileiros de até 19 anos concluem o Ensino Médio. Por esse motivo, a diretora de educação e tecnologia do SENAI de Goiás, Ivone Moreya, defende a ideia de que a qualificação profissional é fundamental para os jovens.
“Quando a gente fala de qualificação, às vezes, as pessoas pensam que é uma coisa muito básica, uma formação muito superficial. Eu estou usando o termo qualificação aqui, como um conceito extremamente robusto. Somente se o País tiver trabalhadores, profissionais em todos os níveis, tanto no nível médio como no nível superior, qualificados com entendimento tanto técnica como tecnologicamente.”
O coordenador-geral do SENAI, Rafael Lucchesi, reforça a ideia de que fazer um curso técnico aumenta as chances de jovens que cursaram apenas a educação básica e não conseguem entrar no mercado de trabalho.
“Precisamos fazer um grande esforço se queremos ajudar a agenda de inclusão social para o jovem brasileiro melhorar a produtividade do trabalho, para melhorar a possibilidade dos jovens se inserirem no mercado de trabalho, construírem seus projetos individuais e certamente gerar mais riqueza, bem-estar, competitividade para as empresas e para o país.”
Os dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, a PNAD, apontam que, aqui em Goiás, 19% dos jovens goianos entre 18 e 24 anos estão desempregados. Enquanto isso, o setor industrial emprega mais de 300 mil trabalhadores no estado.
Com a colaboração de Sara Rodrigues, reportagem, Pedro Marra