Educação - undefined·07 de setembro de 2018

Goiás precisa de políticas públicas que levem jovens à educação profissional, avalia professora da UFG

<p><em><font size="4" face="Times New Roman">Mesmo com n&uacute;meros satisfat&oacute;rios no ensino b&aacute;sico regular a forma&ccedil;&atilde;o de m&atilde;o de obra qualificada ainda &eacute; pouca no estado</font></em></p>

Por Agência do Rádio
Ouvir · 00:02:54

Imagem não disponível

A imagem principal desta matéria não foi encontrada.

KIT DE REPUBLICAÇÃO
Ver kit completo
Nos siga noGoogle News
Seguir
Esta matéria é de livre reproduçãoVer licença
JORNAL DIGITAL PARA COMUNICADORES

O conteúdo que vai ao ar começa aqui.

Áudios, textos e roteiros produzidos todos os dias para rádios e mídias online regionais. Gratuito. Pronto para usar. Em todos os 27 estados. São 25 anos ao lado de quem comunica o Brasil.

A Educação Básica regular em Goiás conseguiu se destacar positivamente no ano passado, de acordo com números do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, Ideb, divulgado pelo MEC recentemente. No entanto, a taxa de desemprego dos jovens de até 24 anos é alta no estado e os motivos podem ser a falta de preparação dos estudantes para o mercado de trabalho.

O Ensino Médio da rede pública estadual de Goiás conseguiu atingir a meta estipulada governo Federal no Ideb, com nota média de 4,3. Mas os jovens saem da escola sem qualificação para preencher vagas nas indústrias e empresas.

Para especialistas, uma das soluções para o desemprego entre os jovens seria a promoção das profissões nas salas de aula do ensino regular, como provê a Base Curricular do Ensino Médio, que está em análise no Ministério da Educação.

Mas para isso virar realidade de fato, os governos Federal e estaduais vão precisar investir na criação de laboratórios, de estruturas, na contratação de professores especializados, para o aluno se interessar pelas profissões, como lembra a especialista em Educação da Universidade Federal de Goiás (UFG), Geovana Reis.

“Mesmo que Goiás tenha tido um comportamento bom nesses índices que foram apresentados agora, se não houver algum tipo de política acessória para fazer com que os alunos tenham interesse em ir para o eixo da educação profissional, a situação que a gente vive hoje vai perdurar.”

MAIS: Brasil registra cerca de 70 milhões de pessoas sem Ensino Médio completo

Pesquisa publicada pela Fundação Dom Cabral, em 2016, mostra que 40 por cento das empresas têm dificuldades para encontrar profissionais aptos a preencher vagas técnicas.

O Gerente Executivo de Estudos e Prospectiva da Confederação Nacional das Indústrias, Márcio Guerra, explica que a atual Educação Básica regular não privilegia a formação profissional dos estudantes.

“Há de se considerar que essa educação, colocada hoje, que felizmente passa agora por uma possibilidade de reforma, ainda é muito pouco conectada com a realidade, ou seja, com as situações, problemas reais do mercado de trabalho. A educação profissional tem um papel fundamental, não só para jovens, mas para todo aquele cidadão que quer ingressar no mercado de trabalho, ela pode ser considerada um caminho mais curto.”

Entre as 27 unidades da Federação, o índice do IDEB para o Ensino Médio das redes públicas estaduais ficou estagnado, em comparação com os números de 2009, 2015 e 2017.

O desemprego entre jovens de até 17 anos é de quase 44 por cento, em Goiás, e de 19 por cento, entre as pessoas de até 24 anos, de acordo com o IBGE.

Reportagem, Cristiano Carlos

SOBRE

Agência do Rádio

Ver todas as matérias
t-page