O desenvolvimento da economia de Goiás passa, necessariamente, pelo sistema de transporte. O crescimento do Produto Interno Bruto goiano é diretamente relacionado à agropecuária. Um levantamento da Confederação Nacional do Transporte (CNT) apontou que 58% da malha rodoviária de Goiás estão em condições regular ou ruim. Desse total, 39,3% estão em estado regular e 18,7% em estado ruim.
A rodovia GO-118, que sai do Distrito Federal e chega ao município de Campos Belos, no norte do estado, é o maior trecho em situação ruim – são mais de 400 quilômetros. Duas das cinco piores rodovias avaliadas pela CNT estão em Goiás. Parte da BR-158, entre Jataí e Piranhas, e a GO-174, entre Rio Verde e Iporá.
Para o especialista em transportes e mestre em Geografia, Dallys Dantas, o principal desafio do próximo governo é fazer a interligação de rodovias.
“Apesar de toda a importância das grandes rodovias, dos eixos troncais, no caso aqui de Goiás, as GOs, quem alimenta todo esse sistema são as estradas de sinais. Então, para qualquer produto agrícola chegar em uma grande rodovia e escoar pelo país, ele saiu de uma lavoura e essa lavoura é conectada, é servida por essas estradas de sinais. É um desafio para o governo cuidar dessas estradas que alimentam os grandes eixos”.
O setor de infraestrutura está incluído no projeto de governo dos presidenciáveis. O ex-ministro Henrique Meirelles, do MDB, pretende integrar o sistema de transportes no país e investir, principalmente, no sistema hidroviário.
“Temos que explorar também a grande vantagem do Brasil que é a hidrovia que é o sistema mais barato que existe de transporte. Algumas obras pontuais, por exemplo, eliminando algumas rochas no Tocantins, Araguaia, pode viabilizar o grande escoamento de toda essa região”.
O candidato do PSOL, Guilherme Boulos, disse que é preciso aumentar o investimento estatal na área, que hoje corresponde, segundo ele, a apenas 2% do PIB. Já Marina Silva, da Rede, defende um projeto econômico que esteja atento às mudanças nas formas de produção mundial.
Reportagem, Thiago Marcolini