
Goiás foi o primeiro estado do Brasil a adotar uma metodologia que integra o novo Ensino Médio com a formação técnica e profissional. Ao todo, 39 alunos começaram a estudar, em 29 de janeiro, no SENAI de Aparecida de Goiânia. Com isso, podem ter acesso a um currículo organizado por áreas de conhecimento e não por disciplinas.
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De acordo com a diretora de Educação e Tecnologia do Senai Goiás, Ivone Moreyra, o formato inovador é um projeto-piloto que será testado também em outros quatro estados: Espírito Santo, Bahia, Ceará e Alagoas. Ela conta que além da metodologia, uma das principais novidades é a estrutura da sala de aula, que estimula os estudantes a colocar em prática os aprendizados teóricos.
“Como a lei diz: o protagonismo é do estudante. Ele constrói a sua trajetória. E aí assim, montamos uma sala diferenciada, não tem aquelas carteiras uma atrás da outra. São mesas com grupos de trabalho de 4 a 5 colegas. Eles têm abertura de uso de rede wi-fi o tempo todo para eles. É uma sala com pufes. Então a estrutura de trabalho do estudante também se alterou.”
Ao todo, 150 alunos serão envolvidos no projeto que, ao longo de três anos, formará jovens na área de Eletrotécnica. A estudante Bárbara de Souza Faria, de 15 anos, é uma das participantes que tem aprovado o novo modelo de ensino integrado.
“Quando eu descobri este novo projeto eu fiquei louca para entrar. O primeiro impacto foi o modo da sala, teve mais interação por serem mesas redondas, os professores são bastante diferenciados. E aí, eu acho que é uma grande confiança nos alunos em questão de ter notebooks dentro de sala de aula, podemos fazer pesquisas em nossos celulares, fiquei super feliz de estar participando deste projeto. E que o modo de ensino continue deste jeito, que continuemos todos assim, felizes e estudando bastante.”
O professor de Ciências da Natureza Rodrigo da Silva ressalta que o ambiente em sala de aula tem sido estimulado de forma dinâmica.
“É um projeto muito ousado. É motivante! Nós preparamos ambientes de ensino, o currículo, as matrizes, o material didático, nós programamos as aulas, então tem sido, além de um desafio, algo muito motivante para nós professores que trabalharmos neste novo projeto.”
A proposta pedagógica funciona da seguinte forma: no primeiro ano, os alunos já serão preparados para o mercado do trabalho. No segundo ano, além das áreas de conhecimento, os estudantes terão acesso aos fundamentos e práticas de formação para a área industrial de energia. E no terceiro ano, a carga horária prevista para a formação técnica e profissional é dedicada às aprendizagens específicas do curso técnico em Eletrotécnica.
Reportagem, Cintia Moreira