Saúde - undefined·17 de agosto de 2018

GOIÁS: “Acho que toda mãe tem que se informar”, aconselha mãe

Por Agência do Rádio
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Existem mães que acham que amamentar é uma fase simples e que é só amamentar o filho e pronto. A engenheira civil de Goiânia, Taciele Cristina, pensava dessa forma. Com 28 anos, ela virou mãe de primeira viagem. E de gêmeos. Após 36 semanas de gestação, Benício e Miguel vieram ao mundo em um parto prematuro. Com apenas oito dias de vida, as crianças estão saudáveis. Mas antes, Taciele os amamentou por translactação, uma técnica para ajudar na produção de leite, com ajuda do Banco de Leite Humano (BLH) de Goiânia. Como não produzia leite o suficiente, teve de fazer a técnica. Alguns bebês prematuros não têm a força para mamar nos seios da mãe. Aí, a alimentação se dá por meio de uma sonda colocada na região do mamilo da mãe, para que o bebê se acostume com o peito. Após quatro dias, eles passaram a mamar normalmente no peito de Taciele. Mas nada disso seria possível sem informação e o apoio do marido, o também engenheiro civil de 23 anos, Henrique Melo, que auxilia desde o começo.

“Acho que toda mãe tem que se informar um pouco antes, na questão da amamentação. Eu não fiz isso, porque eu estava esperando que tudo desse certo. Agora deu, graças a Deus, mas no começo, não. Então, é bom a mãe já ir pesquisando, sabendo como tem que colocar o bebê no peito, porque se ele pega errado machuca o peito. É muito importante mesmo. Hoje eu já vejo a diferença que tem. No começo, eu estava com muito medo. Como eu sou mãe de primeira viagem, meus filhos nasceram muito pequenos. Eu tinha medo de pegar. Ele (marido) não, já pegou. Ele não teve esse medo.”

A pediatra coordenadora do Banco de Leite Humano (BLH) de Goiânia, Eliane Fonseca, de 65 anos, prestou todo o apoio a Taciele. Ela conta sobre a importância do leite materno.

“O leite materno foi feito para o bebê, assim como o leite de vaca foi feito para o bezerro. Ele (leite) sozinho, sem água, sem chá, é capaz de suprir 100% das necessidades nutricionais do bebê até os seis meses de idade, após isso a amamentação deve continuar até os dois anos ou mais”

Viu como a informação faz a diferença? Não é só amamentar, dar qualquer bebida ou se desesperar com as crianças. Pegue o exemplo de Taciele e procure apoio, como ela fez com Eliane. Vá até uma unidade de saúde mais próxima, em qualquer região que você estiver no estado. Então não se esqueça, mãe: amamentação é a base da vida.

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