Goiânia apresentou redução no número de casos de Dengue e Zika em 2017. De acordo com o informe técnico da Secretaria Municipal de Saúde, em 2016 foram notificados 61.089 casos de Dengue. Já no ano passado, o número caiu para 32.500. Em relação à Zika, 8.708 casos foram notificados em 2016, enquanto em 2017 foram 2.800. Entretanto, houve um aumento de notificações de Chikungunya. Em 2016, 67 casos foram notificados. No ano passado, o número chegou a 92. O gerente de Controle de Animais Sinantrópicos, Welington Tristão da Rocha, comenta que, embora o período chuvoso favoreça o aumento das doenças transmitidas pelo mosquito, a população precisa ficar alerta para fiscalizar possíveis focos ao longo de todo o ano.
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“Em Goiânia, o período que compreende entre novembro a março é o período de maior incidência por se tratar do período chuvoso. Porém, os nossos estudos têm mostrado que independentemente disso, a gente sempre tem uma linha de transmissão. A gente percebe que, mesmo no período de seca, a gente tem encontrado muitas larvas do mosquito Aedes aegypti em ambientes que não necessitam de chuva pra poder se tornar criadouros, como vasos sanitários, ralos, bebedouros de animais, que a gente tem encontrado larvas do mosquito Aedes aegypti”, explica o gerente.
Em setembro deste ano, a assistente administrativa Iolanda Ferreira Machado, de 56 anos, foi diagnosticada com Zika. Casada e mãe de duas filhas, ela relata que sentiu muita fraqueza e dores no corpo. Iolanda ainda está em tratamento para eliminar as pequenas manchas vermelhas na pele, uma das características da doença. A moradora do bairro Jardim Florença, em Goiânia, acredita que se cada um fizer a sua parte, será mais simples combater o mosquito: “Um copinho de café que você joga na rua pode ser um foco de Dengue depois de amanhã, ainda mais agora com a chuva. Então, se houvesse mais uma conscientização da população, que se o Poder Público fizer a parte dele e a população fizer a parte dela, não vai ter problema”.

A reprodução do mosquito acontece em água limpa e parada. Por isso, é importante verificar possíveis criadouros, como pneus, garrafas, vasos de flores, caixas d’água. Faça a sua parte e lembre-se de que um mosquito pode prejudicar uma vida. E o combate começa por você. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/combateaedes.
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