Política - undefined·29 de novembro de 2017

Gastos com aposentadorias podem fazer do Brasil uma nova Grécia

<p>O alerta &eacute; do ex-ministro Jos&eacute; Cechin sobre o rombo nas contas da Previd&ecirc;ncia Social<br />&nbsp;</p>

Por Agência do Rádio
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O Brasil gasta com Previdência Social em média 8% do seu Produto Interno Bruto. Esses gastos são tão altos que o país caminha para uma crise semelhante à vivida pela Grécia. A constatação é alarmante e é feita por quem conheceu bem de perto o sistema previdenciário do país.Economista e diretor-executivo na FenaSaúde, José Cechin foi ministro da Previdência no último ano do governo Fernando Henrique Cardoso.

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Cechin anda assustado com os rumos das contas públicas no Brasil. Na crise em que se afundaram em 2009, os gregos gastavam com aposentados e pensionistas quase o mesmo percentual que hoje coloca no vermelho o caixa brasileiro. E em índices tão alarmantes quanto os que quebraram os caixas do estado do Rio de Janeiro, por exemplo. A crise mais forte foi enfrentada, mas a Grécia teve uma queda de 25% do PIB que tinha antes da recessão. Como uma tentativa de negociar suas dívidas com credores, o governo grego promoveu cortes em aposentadorias. Isso gerou uma onda de protestos de aposentados, revoltados com a queda de seus rendimentos. Reformas no regime de previdência também foram feitas. O temor de especialistas é que, caso o Brasil não entre logo nos trilhos, a crise grega se repita por aqui.

No Brasil, o reflexo da má administração pública e do excesso de gastos com a Previdência já são sentidos por estados como o Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul. O Rio está falido. Não tem dinheiro para pagar aposentados nem professores, que estão com seus rendimentos atrasados.Por isso, o ex-ministro José Cechin alerta para a necessidade de uma reformulação no sistema previdenciário brasileiro.

“Tesouros também falem. Eles, na verdade, falem antes da Previdência. Na verdade, eles são levados à falência pelos excessivos gastos previdenciários – que foi o caso da Grécia. Se a gente dormir no ponto, não mudar as regras de elegibilidade, formação de valor, nós poderemos chegar ao ponto sim que todo o dinheiro da União terá que ser usado para pagar aposentadoria”

O governo costura, junto com o relator da comissão especial da Reforma da Previdência, Arthur Maia, do PPS da Bahia, um texto capaz de ser votado e aprovado pela Câmara dos Deputados. O esforço é para que a proposta entre na pauta do plenário antes do recesso, que começa em 23 de dezembro.

De Brasília, Hédio Júnior
 

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