Educação - undefined·28 de setembro de 2018

Futuros engenheiros goianos deveriam fazer curso técnico, sugere estudo

Por Agência do Rádio
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Mais de oito mil e quinhentos estudantes iniciaram um curso de engenharia aqui, em Goiás, no ano passado. Porém mais de quatro mil e quinhentos decidiram abandonar o curso. As informações são do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, o INEP.

Neste contexto, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) encaminhou propostas para entregar aos candidatos à presidência da República, com o objetivo de melhorar o desenvolvimento do país. O estudo “Ensino de Engenharia: Fortalecimento e Modernização” mostra que o Brasil precisa de mais engenheiros qualificados.

Uma das propostas da CNI é que o aluno que começa a faculdade de engenharia faça um curso técnico para ter mais conhecimento. A diretora de Educação e Tecnologia do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), Ivone Moreyra, defende a profissionalização desses alunos.

“As pessoas acham que saber fazer é suficiente, mas não. Você precisa saber fazer e entender o que está fazendo para ser capaz de alterar o modus operandi desse fazer, para ele ser melhor.”

O grande número de abandono do curso não está só em Goiás. De acordo com o estudo “Ensino de Engenharia: Fortalecimento e Modernização” da Confederação Nacional da Indústria, a CNI, a baixa qualidade do ensino fundamental e médio no Brasil causa impacto no desempenho dos estudantes que cursam ensino superior em todo o país.

A diretora de inovação da CNI e superintendente nacional do Instituto Euvaldo Lodi (IEL), Gianna Sagazio, explica que o mundo tem mudado de forma muito acelerada, e por isso, é importante preparar bem futuros engenheiros para que eles acompanhem o ritmo da indústria.

“Se não tivermos engenheiros e engenheiras preparados para os impactos dessa revolução digital, não conseguiremos ser competitivos e nem gerar qualidade de vida para a nossa população.”

O estudo da CNI, que faz parte de uma série de propostas que foram entregues aos presidenciáveis, neste ano, mostra que o Brasil forma menos engenheiros do que realmente precisa para se desenvolver economicamente.
Por isso, o estudo sugere que ocorra uma modernização nos currículos do curso e estimula o ensino técnico para que os estudantes já entrem na faculdade com conhecimento de base.

Enquanto Coreia, Rússia, Finlândia e Áustria registram números de 20 engenheiros para cada 10 mil pessoas, o Brasil conta com cerca de cinco graduados para o mesmo número de pessoas.

Reportagem, Sara Rodrigues

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