Política - undefined·25 de dezembro de 2017

Fusão entre Boeing e Embraer esbarra em questões de segurança nacional, afirma ministro da Defesa

<p>Michel Temer disse n&atilde;o ver problemas em fazer neg&oacute;cios com a empresa, mas descarta passar o controle total para Boeing</p>

Por Agência do Rádio
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Após participar de um café da manhã, ao lado do presidente Michel Temer, o ministro da Defesa, Raul Jungman comentou o interesse da fabricante americana de aeronaves, Boeing em se fundir com a brasileira Embraer. Segundo o ministro, a Embraer produz aeronaves consideradas essenciais para as Forças Armadas do Brasil. Citando diretamente os caças que são produzidos pela empresa, o ministro afirmou que qualquer possibilidade da venda do controle acionário da Embraer traria danos à soberania nacional.

A Embraer tem hoje um valor de mercado que gira em torno dos US$ 3,7 bilhões

“Se nós fizemos isso, passar o controle acionário, isso significa que a empresa que comprar a Embraer, o seu congresso pode decidir algo como não produzir mais o caça que nós estamos fazendo. E esse caça, em uma país de oito milhões e meio de quilômetros quadrados é decisivo para a soberania nacional.”

A fala de Raul Jungman foi concedida à imprensa, após o próprio presidente Michel Temer falar sobre o assunto. De acordo com ele, negócios entre Boeing e Embraer até podem ser realizados, mas a transferência do controle da empresa está fora de qualquer cogitação.

“Toda parceria, repito, é bem vinda. O que não está em cogitação é a transferência, digamos assim, do controle da Embraer.”

A compra da Embraer pela Boeing seria uma resposta a francesa Airbus, principal concorrente da empresa norte-americana. A Airbus adquiriu neste ano, a canadense Bombardier, que assim como a Embraer, produz aeronaves de médio alcance, capaz de transportar algo em torno de 100 pessoas, setor onde a Boeing gostaria de fortalecer a atuação.

A Embraer tem hoje um valor de mercado que gira em torno dos US$ 3,7 bilhões. Apesar de ser uma empresa privada, o Governo Brasileiro tem poder de veto em decisões estratégicas. Isso ocorre por conta do sistema de privatização, feito na década de 90, quando o governo vendeu a companhia por meio de Golden Share.

Reportagem, Raphael Costa

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