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Torcedor, o Flamengo entra em campo, nesta quarta-feira (13), para decidir a Copa Sul-Americana contra o Rey de Copas, o Independiente. O jogo será no Maracanã e o time brasileiro precisa vencer por diferença de dois gols para levantar a taça. Se o resultado for positivo ao Flamengo, mas por diferença de um gol a decisão vai para a prorrogação e provável disputa por pênaltis. O time argentino joga por um empate.
Bom, dito isso, vale lembrar que as duas equipes já decidiram um título, a extinta Supercopa dos Campeões da Libertadores e, naquela oportunidade, o Independiente foi o campeão. A lembrança vale porque há muitas semelhanças entre as duas finais. Em 1995, o Flamengo perdeu a primeira partida da decisão, assim como neste ano. Além disso, há 22 anos, o time Rubro-Negro não estava vivendo seus melhores dias, tinha um elenco milionário fake, ou seja, caro mais ineficiente no campo, mesmo tendo Romário no time. Aquele foi o ano que o Flamengo apresentou o melhor ataque do mundo, com Romário, Edmundo e Sávio, investiu muita grana, prometeu conquistar todos os títulos da galáxia e acabou por lutar contra o rebaixamento no campeonato brasileiro. A final da Supercopa foi, assim como este ano, um consolo para a torcida que esperava a conquista de títulos importantes como Brasileiro, Copa do Brasil e Libertadores, no entanto, passou a temporada, assim como este ano, no cheirinho.
Ok, o Flamengo não lutou contra o rebaixamento em 2017, mas, assim como em 1995, gastou milhões para montar um elenco que não correspondeu, até agora. Assim como em 1995, jogadores como Berrió, Conca, Diego Alves, Rômulo e Ewerton Ribeiro, foram negociados por cifras astronômicas, fora do normal e, no campo, não mostraram futebol equivalente ao investimento realizado pelo clube. Aliás, destes que eu citei, apenas Ewerton Ribeiro deve ir à campo hoje e, se jogar da mesma forma que atuou na Argentina, na semana passada, melhor seria que ficasse no banco. Sem falar em Guerrero, suspenso por um ano pela FIFA por doping.
E, assim como em 1995, o Independiente vai esperar o Flamengo na boa, na espreita por aquela bola marota, que deve sair dos pés do Willian Arão ou de Cuellar, para matar a disputa no Maracanã em um contra-ataque mortal.
Assim como em 1995, o Flamengo poderá ficar apenas com vice-campeonato e, se for assim, espero que não, fica a pergunta: Quantas décadas a mais o Flamengo vai precisar viver para aprender a montar um time competitivo, de fato?
Até a próxima torcedor!