TEC./SONORA: Benvenuto Gazzi, diretor do Hemonúcleo de Francisco Beltrão.
“Em termos de demanda, nós precisamos indistintamente de todos os hemocomponentes. A recomendação sempre é transfundir o sangue tipo a tipo. Quando não tem o sangue tipo a tipo, a gente transfunde o sangue compatível. Na questão da emergência, o sangue que mais acaba sendo necessário, sempre acaba sendo o tipo O negativo, então acaba sendo o sangue com maior carência normalmente. Apesar de que nos últimos tempos nós temos sempre tido a dificuldade com o sangue tipo AB, que é também um dos sangues mais raros.”
LOC.: A funcionária pública Merlane de Souza, 40 anos, doa sangue a cada quatro meses no Hemonúcleo de Francisco Beltrão. Moradora do bairro Cristo Rei, a unidade fica a cerca de 10 minutos de sua residência. Divorciada, Merlane mora com a mãe e a filha. Ela não é fumante e procura fazer caminhadas no tempo livre. Da família, ela é a única que faz doação, mas conta que conversa e incentiva as pessoas mais próximas a fazerem o mesmo. Segundo o relato, o atendimento na unidade é rápido e leva, em média, 40 minutos. Para a funcionária pública, o mais importante é ter em mente que outras pessoas podem estar precisando de sangue.
TEC./SONORA: Merlane de Souza, funcionária pública.
“Sei que tem muita gente que precisa no hemocentro aqui da minha cidade, tem muita gente que necessita disso, então por isso que eu tenho consciência que a cada quatro meses eu posso estar doando. Se eu estiver bem de saúde, eu venho e faço a doação. Quanto mais divulgação melhor, porque é como dizem ‘quem não é visto, não é lembrado’. Se tiver toda hora uma propaganda, alguma coisa assim que tiver lembrando o pessoal de doar, eu acho que é válido. Pode não pegar várias pessoas, mas se pegar uma pelo menos já basta, já valeu.”