Chamar a atenção dos estudantes não tem sido tarefa fácil. Para o professor de biologia do SESI de Parangaba, Paulo Henrique Alves, a saída foi inovar. A tecnologia passou a acompanhar o professor durante as aulas e os alunos começaram a se interessar muito mais pelo conteúdo.
O objetivo do Projeto Multidisciplinar em Pesquisas Epidemiológicas da Educação Básica e Educação Profissional (EPIEBEP) era apenas ensinar para os alunos os aspectos epidemiológicos das doenças que estão mais presentes na atualidade. Mas acabou se tornando um projeto interdisciplinar, que além de utilizar tecnologia, integra os conteúdos de português, inglês, matemática, geografia, sociologia e biologia.
“Eu dei a ideia, para eles, de construir sites, formulários, tabelas estatísticas, material de divulgação e que também elencassem um grupo de amostragem de pesquisa.”
O cronograma apresentado pelo professor de biologia partiu do estudo das doenças e resultou na criação de diversos sites na Internet com informações, como sintomas e formas de transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya. Ele destaca que o trabalho trouxe mais conhecimento e cidadania para os estudantes, que passaram a estar mais atentos às suas casas e à vizinhança, fazendo o possível para ajudar na conscientização do papel da comunidade para a prevenção destas doenças.
“Quando o aluno põe a mão na massa, a coisa do fazer mesmo, ele adquire mais conhecimento e aplica isso à vida. E o que eu consegui perceber com o trabalho, não só eu como todos os professores que acabaram participando desse projeto, é que eles realmente conseguiram assimilar aquele conhecimento para a vida deles.”
O projeto foi destaque no 2º Encontro Nacional do Sistema Estruturado de Ensino da Rede SESI. No total, 20 projetos foram homenageados por serem as melhores práticas pedagógicas de 2017 da rede SESI.
Reportagem, Aline Dias