Educação - undefined·07 de setembro de 2018

Formação profissional, já no Ensino Médio, não exclui a preparação universitária, afirma especialista da UFMT

<p><em><font size="4" face="Times New Roman">Forma&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica profissional no ensino m&eacute;dio n&atilde;o exclui a prepara&ccedil;&atilde;o universit&aacute;ria dos estudantes, acredita especialista da UFMT</font></em></p>

Por Agência do Rádio
Ouvir · 00:03:06

Imagem não disponível

A imagem principal desta matéria não foi encontrada.

KIT DE REPUBLICAÇÃO
Ver kit completo
Nos siga noGoogle News
Seguir
Esta matéria é de livre reproduçãoVer licença
JORNAL DIGITAL PARA COMUNICADORES

O conteúdo que vai ao ar começa aqui.

Áudios, textos e roteiros produzidos todos os dias para rádios e mídias online regionais. Gratuito. Pronto para usar. Em todos os 27 estados. São 25 anos ao lado de quem comunica o Brasil.

A Educação Básica regular no Mato Grosso conseguiu se destacar positivamente no ano passado, acordo com números do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, Ideb, divulgado pelo MEC recentemente. No entanto, a taxa de desemprego dos jovens de até 24 anos é alta no estado e os motivos podem ser a falta de preparação dos estudantes para o mercado de trabalho.

No ensino Fundamental da rede pública, Mato Grosso ficou entre os sete estados do país que conseguiram atingir as metas estipuladas para o ano de 2017. Mas, o Ensino Médio mato-grossense não saiu do lugar e os jovens entram no mercado de trabalho sem qualificação para preencher vagas nas indústrias e empresas.

Segundo especialistas, uma das soluções para o desemprego entre os jovens seria a promoção das profissões nas salas de aula do ensino regular, como prevê a Base Curricular do Ensino Médio, que está em análise no Ministério da Educação.

Mas para isso virar realidade, de fato, os governos Federal e estaduais precisam tornar o Ensino Médio atrativo para o estudante e, assim, evitar a desistência e a baixa qualificação dos jovens, como explica o especialista em Educação da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Marcos Caron. Ele lembra que, o ensino técnico profissional não impede que o aluno do Ensino Médio se prepare para cursar a faculdade.

“O Mato Grosso tem seguido o que o Brasil tem acompanhado em termos de educação. Em geral, o Ensino Médio brasileiro tem sido um problema comum: a evasão aumenta e os índices educacionais descem. Uma formação profissional, já no Ensino Médio, não exclui a preparação universitária, e vice-versa. Desde que, você mude os próprios vestibulares, os próprios exames, o próprio Enem.”

MAIS: Brasil registra cerca de 70 milhões de pessoas sem Ensino Médio completo

Pesquisa publicada pela Fundação Dom Cabral, em 2016, mostra que 40 por cento das empresas têm dificuldades para encontrar profissionais aptos a preencher vagas técnicas.

O Gerente Executivo de Estudos e Prospectiva da Confederação Nacional das Indústrias, Márcio Guerra, ressalta que a formação técnica profissional é importante, pois pode ajudar os jovens na busca por uma colocação no mercado de trabalho.

“Há de se considerar que essa educação, colocada hoje, que felizmente passa agora por uma possibilidade de reforma, ainda é muito pouco conectada com a realidade, ou seja, com as situações, problemas reais do mercado de trabalho. A educação profissional tem um papel fundamental, não só para jovens, mas para todo aquele cidadão que quer ingressar no mercado de trabalho, ela pode ser considerada um caminho mais curto.”

Em 2015, a nota do Ensino Médio regular público do Mato Grosso, no Ideb, foi 3 e, em 2017, 3,3. A meta para 2017 era de nota 3,9.

A taxa de desemprego é de 18 por cento entre as pessoas de até 24 anos, no estado, de acordo com o IBGE.

Reportagem, Cristiano Carlos

SOBRE

Agência do Rádio

Ver todas as matérias
t-page