Brasil - undefined·14 de setembro de 2018

Fome no Brasil atinge mais de 5 milhões de pessoas, aponta ONU

<p>As principais causas do aumento da fome no mundo s&atilde;o os conflitos e os fen&ocirc;menos clim&aacute;ticos em constante altera&ccedil;&atilde;o, indica a organiza&ccedil;&atilde;o</p>

Por Agência do Rádio
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A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e um grupo de agências da ONU revelaram nesta semana (11) que a fome no Brasil não avançou. Os pesquisadores estimam que em 2017 cerca de cinco milhões e 200 mil brasileiros passavam fome, o que corresponde a 2,5% da população. O relatório indica que as principais causas do aumento da fome no mundo são os conflitos e os fenômenos climáticos em constante alteração.

Em 2012, o número de brasileiros que se enquadrava nesse recorte era 5 milhões. O ponto mais baixo foi atingido em 2010, quando menos de 4,9 milhões de brasileiros eram considerados famintos. De acordo com o professor e cientista social, Newton Gomes, a população está entregue à fome e a causa pode ser explicada por alguns fatores.

“Começa na destruição do meio ambiente, na transformação da comida em uma mercadoria comum, as guerras e as disputas movidas pelos interesses do capital e por fim o processo de crise que desemprega e ‘empobrece’ milhões e milhões de pessoas. A soma disso tudo não poderia produzir outra coisa senão a volta da fome.”

Por outro lado, o estudo revelou também que mais de 30 milhões de pessoas estão obesas. De acordo com Newton Gomes, isso é resultado da alimentação barata e sem acréscimo algum na nutrição.

“A relação entre o preço e a disponibilidade de renda é tão negativa para eles que são obrigados a recorrer a esses alimentos ultra processados e fortemente industrializados e com percentuais muito altos de superficialização.”

Os dados mundiais são de 821 milhões de pessoas em situação de fome, um aumento de seis milhões desde 2016. A América Latina e o Caribe acompanham o crescimento da subalimentação, chegando a 39,3 milhões de pessoas sem ter o que comer.

Reportagem, Igor Brandão

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