REPÓRTER: Florianópolis continua firme no combate ao Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e Zika. As ações contra o mosquito estão sendo intensificadas no dia-a-dia dos moradores da capital catarinense, já que dois casos do vírus Zika foram confirmados na cidade. Os dados são do último boletim da Secretaria Estadual de Saúde de Santa Catarina. É preciso manter a atenção aos casos de Zika, porque o vírus pode causar o nascimento de bebês com microcefalia, doença que faz a criança ter o tamanho da cabeça menor do que o normal. O neurocirurgião Cid Carvalhaes explica como funciona essa malformação.
SONORA: Cid Carvalhaes,Neurocirurgião
“O crânio desenvolve pouco e, por consequência, o cérebro também desenvolve pouco. E a criança nasce com a cabeça pequena. Isso faz com que ‘aperte’ o cérebro e o cérebro tenha dificuldade de crescer.
REPÓRTER: Felizmente, nenhum caso de microcefalia foi registrado, até agora, em Florianópolis. Mas não só as mamães têm que se preocupar em combater o Aedes e manter esse registro zerado. Todos moradores também precisam se prevenir das doenças que o mosquito transmite. São mais de 300 casos de dengue sendo investigados na capital. Por isso, para exterminar os focos do vetor, cerca de 400 agentes de saúde e endemia vistoriam os lares da população de Florianópolis, diariamente. O Capoeiras, por exemplo, é um dos bairros que mais sofre com a infestação do mosquito. O Ministro da Saúde, Marcelo Castro, explica que é possível interromper o ciclo de vida do vetor se, uma vez por semana, os moradores eliminarem os criadouros de dentro de casa. Ele sugere que as famílias façam um sábado de faxina, ou que escolham algum outro dia para fazer a limpeza.
SONORA: Ministro da Saúde, Marcelo Castro
“A nossa sugestão seria o sábado da faxina. A gente escolhendo um dia da semana, de sete em sete dias, você interrompe esse ciclo, você quebra o ciclo. Então o que o Ministério da Saúde está recomendando, é que você escolha um dia da semana, o dia que melhor lhe convier e dedique do seu tempo, 15 minutos.”
REPÓRTER: O jeito mais eficaz de se prevenir de todas as doenças que o Aedes transmite é não deixar com que ele nasça. Por isso, a participação de toda a população é fundamental. Saiba mais na internet, no site combateaedes.saude.gov.br
Reportagem, Bruna Goularte