O número de focos do mosquito transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya aumentou 44% em Florianópolis, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. Durante todo o ano de 2016, 426 focos do mosquito foram identificados. Neste ano, até o início de dezembro, foram encontrados 461 focos. O aumento dos criadouros fez a capital subir uma posição no ranking dos municípios com maior número de focos do mosquito, onde passou a ocupar o sexto lugar e colocou a cidade em alerta para o risco de epidemia das doenças. A gerente substituta de Vigilância Epidemiológica de Florianópolis, Priscilla Valler, explica que, para combater os focos do mosquito, o município conta com o trabalho realizado por agentes, que, diariamente, visitam as casas dos moradores à procura de criadouros. Ela pede que a população colabore e abra as portas para os agentes.
“O que a gente precisa da população é que, primeiro, que ela receba bem o nosso agente, que ela acate as nossas orientações. A gente está trabalhando fortemente para tentar diminuir os riscos de transmissão de Dengue, reduzir os impactos da Zika, da Chikungunya.”
Em 2017, de 358 notificações de Dengue, apenas dois casos foram confirmados em Florianópolis. De Zika, foram 46 notificações e somente uma confirmação. Chikungunya teve 109 casos registrados e 75 confirmados. Nenhum dos casos confirmados das doenças foi contraído em Florianópolis. A infectologista e consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia, Melissa Falcão, explica como diferenciar os sintomas da Dengue, Zika e da Chikungunya.
“A principal característica da Chikungunya é a dor articular intensa e incapacitante. Da Zika, a vermelhidão no corpo com coceira, uma coceira muito intensa. E, a Dengue, a prostração, o cansaço no corpo, uma dor no músculo de uma maneira mais generalizada.”
Ao sentir qualquer um dos sintomas das doenças, como febre, dor de cabeça, no corpo ou nas articulações, procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima. E não se esqueça de fazer a sua parte. Evite deixar água parada em caixas d’água, pneus, calhas, garrafas e baldes. Lembre-se: um mosquito pode prejudicar uma vida. E o combate começa por você. Para mais informações sobre o assunto, acesse: saude.gov.br/combateaedes.