Os casos de reações graves são raros, mas pessoas com doenças autoimunes, como Lúpus, ou idosos com mais de 60 anos de idade têm mais chances de apresentar reações fortes à vacina. A prescrição da vacina para essas pessoas deve ser restrita a real necessidade, ou seja, quando o risco de contrair a doença através da picada de mosquito for maior do que as possíveis reações à vacina de febre amarela. É o que explica o Consultor Científico da Biomanguinhos, da FIOCRUZ, no Rio de Janeiro, o médico Reinaldo de Menezes Martins, especialista em vacinas e estudos clínicos:
TEC./SONORA: Reinaldo de Azevedo Martins – Consultor Científico da Biomanguinhos-RJ.
“E quanto mais idoso, maior é o risco de eventos adversos à vacina. Então as pessoas idosas também tem que levar em conta aquilo que nós chamamos de o risco da doença, o benefício da vacina, fazer uma avaliação e ver se precisa vacinar ou não. Por exemplo, uma pessoa que mora numa pequena cidade do interior, mas que é uma pessoa idosa que não sai de casa, o risco de pegar febre amarela é muito baixo. Agora se a pessoa trabalha junto da mata ou dentro da mata, o risco é muito alto. Então isso tem que ser considerado para vacinar ou não.”
TEC./SONORA: Azemar de Carvalho-Coord. Vigilância em Saúde de Baixo Guandu-ES.
“Eles estão procurando o médico, estão voltando com o laudo para vacinar, eles estão preocupados, não é? Tem gente que, às vezes, a gente fala: - mas você tem mais de 60 anos e nunca tomou nenhuma dose, tem que ter acompanhamento! Daí eles falam para gente: ‘mas eu vou morrer porque eu estou com mais de 60 anos? ’ Não. É só procurar um médico. Mas eles voltam rapidinho, vão ao médico e voltam com um laudo e, com laudo médico a gente faz.”
TEC./SONORA: Reinaldo de Azevedo Martins – Consultor Científico da Biomanguinhos-RJ.
“Deve ficar claro também que a grande maioria dos idosos que toma a vacina não tem nada, mas aumenta o risco, da mesma maneira que pessoas com doenças autoimunes, a grande maioria não vai ter nada, mas aumenta a frequência, então são contraindicações relativas.”