
Voltar
LOC.: O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou nesta segunda-feira (23) que o governo federal aceita aumentar o aporte que vai fazer aos estados por meio do Fundo de Desenvolvimento Regional. O texto da reforma tributária que os deputados aprovaram em julho prevê que a União custearia até R$ 40 bilhões para o fundo. Mas os governadores pedem algo entre R$ 75 bilhões e R$ 80 bilhões. A nova proposta do governo será levada ao senador Eduardo Braga, relator da reforma no Senado, segundo o ministro.
TEC./SONORA: Fernando Haddad, ministro da Fazenda
"O senador Eduardo Braga pediu a consideração nossa para incrementar o Fundo de Desenvolvimento Regional e o pessoal aqui está vendo uma proposta para levar à consideração dele. Eu não vou antecipar, porque eles estão formulando, mas eu vou levar ao presidente Rodrigo uma primeira sinalização. Nós vamos ampliar um pouco. Acho que num patamar suficiente para atender o pleito. O importante é votar a reforma."
LOC.: O Fundo de Desenvolvimento Regional previsto na reforma tributária serviria para diminuir desigualdades entre os estados. Os recursos poderão ser aplicados em obras de infraestrutura, tecnologia e inovação.
O FDR, como ficou conhecido, é uma forma de compensar os estados, que não vão poder mais conceder incentivos fiscais para as empresas, como redução de impostos, para atrair investimentos.
Embora alguns pontos do texto sejam alvo de divergências, a reforma tributária é tida como fundamental para o país, afirma o deputado federal Vitor Lippi, do PSDB de São Paulo.
TEC./SONORA: deputado federal Vitor Lippi (PSDB-SP)
"É fundamental a reforma tributária do Brasil. Isso é o que mais penaliza o custo da indústria, a competitividade da indústria nacional, inclusive para exportação. Hoje eu diria que o sistema tributário brasileiro é uma tragédia para as indústrias."
LOC.: Já aprovada pela Câmara dos Deputados, a reforma entra na reta final de sua tramitação no Senado. O senador Eduardo Braga pode apresentar ainda esta semana o seu relatório sobre proposta.
Reportagem, Felipe Moura.