Ciência & Tecnologia - undefined·26 de setembro de 2018

Fábrica de móveis do DF agiliza processo de produção com uso de tecnologias digitais

Por Agência do Rádio
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Por Paulo Henrique Gomes

O termo Indústria 4.0 teve origem na Feira de Hannover em 2011. Trata-se de uma lógica de produção que engloba inovações nos campos da automação, controle e tecnologia da informação a serem aplicadas de modo integrado aos processos de manufatura. São mudanças que tendem a tornar as estruturas produtivas mais eficientes e autônomas uma vez que envolvem sistemas manufatureiros totalmente digitalizados.

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E essa onda de inovações tecnológicas já está em curso no Distrito Federal. A Efatá Móveis produz móveis planejados integra desde 2017 do programa Indústria Mais Produtiva, realizado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI). Segundo o proprietário da empresa, Samuel Antunes, houve um aumento de produtividade de 46% após a implantação do programa. Segundo ele, o processo de cortes de peças que antes duravam dois dias agora é feito em duas horas.

“Era tudo manual. A gente fazia manual, o marceneiro fazia suas coisas. Hoje já tem o software de produção, que gera um planejamento de corte e esse planejamento de corte é gerado para a máquina. E aí você corta rapidamente. Então o processo que a gente passava dois dias, a gente corta em duas horas. Então já é um processo que facilita muito”, relata.

Na opinião da Coordenadora de Tecnologia e Inovação do SENAI do Distrito Federal, Alessandra Machado, as empresas de pequeno porte possuem resistência para aderir às tecnologias digitais por acharem que as ferramentas possuem um preço elevado. Segundo ela, a Indústria 4.0 pode ser implantada em todas as empresas de acordo com suas características.

“A gente sabe que a Indústria 4.0 vai ser implementada em cada empresa de acordo com a sua característica, o seu porte, o seu desejo e a sua necessidade, mas a gente já começa a verificar aqui, no Distrito Federal, os sinais de empresas interessadas em aprofundar o conhecimento e iniciar os seus processos e as suas transformações internas para, vamos dizer assim, implantar na sequência todo o conceito da quarta revolução industrial”, defende.

Dos 24 setores analisados, 14 precisam se adequar de forma urgente à Indústria 4.0
 
Com o intuito de ajudar o Brasil a colocar em prática os avanços tecnológicos da Indústria 4.0, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) encaminhou uma série de propostas aos candidatos à presidência da República, como a criação de medidas de apoio à modernização industrial e aplicação de tecnologias digitais, melhoria da infraestrutura de telecomunicação e desenvolvimento de estratégias para a formação e qualificação profissional. As propostas fazem parte do documento Propostas da Indústria para as Eleições.

Na avaliação do professor do Departamento de Administração da Universidade de Brasília (UnB) e especialista em Inovação, Tecnologia e Recursos, Antônio Isidro, as empresas precisam voltar suas atenções à Indústria 4.0 para não perder participação no mercado. “A gente tem percebido que empresas que ainda não fizeram processo de assimilação dessa nova mentalidade, nova maneira de se integrar aos mercados, vão precisar fazer isso com alguma rapidez, caso contrário vão perder participação no mercado”, defende.

De acordo com estudo realizado pela CNI, 24 setores industriais brasileiros, 14 precisam adotar com urgência estratégias de digitalização para se tornarem internacionalmente competitivos. Ainda de acordo com a entidade, o percentual de indústrias do país que utilizam pelo menos uma tecnologia digital passou de 63%, em 2016, para 73%, em 2018, mas quase 30% das empresas ainda não utilizam nenhuma dessas ferramentas.
 

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