Você sabia que a cidade de Exu vem fazendo um bom trabalho no combate à Dengue? Para se ter ideia, em 2016, a Secretaria de Saúde do município chegou a registrar mais de 1.600 casos da doença. Já em 2017, esse número foi de apenas três. O coordenador de Vigilância em Saúde do município, Fernando Parente, explica que as autoridades das secretarias de Saúde e de Educação desenvolvem um trabalho de conscientização da população sobre a importância de se combater o mosquito transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya. Fernando acredita que a única maneira de se vencer essas doenças é se cada um fizer sua parte. O coordenador lembra que o maior perigo está nas próprias casas. Elas costumam ter armazenamento próprio de água e nem sempre essa estrutura é vedada de forma correta, o que acaba se tornando um criadouro do mosquito.
“As pessoas armazenam a água pra beber ou pra consumir de outras formas. A gente trabalha com o tratamento focal de dois em dois meses. Então a gente passa na casa, trata aquela água, mas daqui a uma ou duas semanas ele já reabastece aquela água porque não tem água suficiente todos os dias. Não tem água da Compesa todos os dias. É abastecimento de carro-pipa. A Compesa só abastece as casas de 15 em 15 dias, então isso contribui pra que aconteça essa infestação.”
O coordenador diz ainda que essa época, entre o final e o começo de cada ano, é o período em que se tem aumento no número de casos das doenças transmitidas pelo mosquito. É por isso que o Ministério da Saúde Lançou o programa Sexta Sem Mosquito. O objetivo da campanha é incentivar as pessoas a reservar um tempinho do seu dia para se dedicar no combate à epidemia. Fernando conta que, desde o dia 8 de dezembro, a Secretaria de Saúde está realizando mutirões para conseguir atender todos os bairros de Exu, durante as próximas sextas-feiras.Ele te convida a participar também. O comerciante Marcondes Nascimento, de 50 anos, também é morador de Exu e conta que teve dengue recentemente.
“É pior do que eu esperava porque eram muitas dores. Inclusive a parte que foi mais afetada foi a parte do rim. Eu me apavorei tanto, porque era tanta dor, que eu achei que fosse problema de rim. Aí eu fui ao consultório. O medico me examinou... Muitas dores nas costas. Aí eu fiz o exame. O médico pediu pra fazer exames, aí eu fiz, e não era nada de rim. Aí recebi os exames, retornei, mostrei ao medico e ele disse que não era problema de rim. Aí foi quando ele achou que fosse a Dengue.”
Ninguém está imune à doença. Para vencê-la, todo mundo precisa fazer sua parte. Participe você também. Lembre-se de que um mosquito pode prejudicar uma vida. E o combate começa por você. Para mais informações sobre o assunto, acesse: saude.gov.br/combateaedes.