No estado do Tocantins, o produto agrícola que mais se destaca é a cana-de-açúcar. São aproximadamente duas milhões de toneladas produzidas em mais 33 mil hectares. Pelo menos 203 mil pessoas trabalham em atividades agropecuárias no estado. Os dados são do último censo agrícola do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados em 2017. Os técnicos em extensão rural são fundamentais para que Tocantins possa ter chegado a esses números.
De acordo com o presidente do Instituto de Desenvolvimento Rural do Estado de Tocantins (Ruraltins), Sebastião Pelizari Júnior, o trabalho dos extensionistas rurais, ao melhorar a produção, garante a permanência dos agricultores no campo, evitando o êxodo rural. Para o presidente do Ruraltins, isso evita novos gastos às prefeituras, ao evitar o crescimento das populações urbanas.
“O extensionista mantém o homem no campo, vivendo com qualidade, produzindo e gerando alimentos para a nação, para todo o país, e fazendo assim a diferença na arrecadação, na qualidade de vida, no desenvolvimento econômico de toda a nação”.
Ele afirma, ainda, que o extensionista rural é o agente de mudança na qualidade de vida do agricultor familiar e faz com que ele se desenvolva não só no âmbito social. Segundo o presidente do Ruraltins, esse profissional é o grande responsável pela prosperidade econômica no campo.
“A renda média do agricultor familiar com a assistência técnica e extensão rural, é uma renda que ultrapassa os R$ 2.300 por mês. E sem a assistência técnica e extensão rural, a renda do agricultor familiar, ela passa de pouco mais de R$ 700 por mês”.
No mês de dezembro, a profissão de extensionista rural comemorou 70 anos no Brasil. Em todo o país, mais de 11 mil profissionais trabalham para auxiliar e melhorar a qualidade de vida dos agricultores familiares. No Tocantins, são 335 profissionais extensionistas e técnicos rurais que realizam esse trabalho.
Com a colaboração de Vítor Mendonça, reportagem, Raphael Costa