Rio de Janeiro está entre os estados com o maior rombo na previdência, segundo dados do Ipea. Em 2015, o montante da receita corrente líquida usado para pagar aposentados e pensionistas ficou entre 13% e 19,5%, mesmo índice registrado em 2006. Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul responderam juntos, em 2015, por 62% de todo o déficit previdenciário do Brasil.
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O rombo nacional no ano passado ficou próximo de 150 bilhões de reais, segundo informações da Secretaria de Previdência do Ministério do Planejamento. Em 2017, a previsão é de que as contas fechem com déficit de quase 182 bilhões de reais. O coordenador de Previdência Social do Ipea, Rogério Nagamine, afirma que o rombo da previdência no ano passado chegou a 4,9% do PIB.
“Os vários problemas relacionados a esse tipo de despesa e déficit incluem desde risco de sustentabilidade a médio e longo prazo, pois a gente vê alguns estados com dificuldade para pagar aposentados e pensionistas e atrasando pagamento, como também acaba diminuindo o espaço para outros gastos sociais ou mesmo investimentos de infraestrutura.”
Recentemente, a CPI da Previdência, no Congresso Nacional, aprovou por unanimidade a inexistência de rombo no sistema. De acordo com parlamentares da Comissão, não há necessidade de reforma previdenciária. A economista Solange Srour discorda.
“Isso é uma falácia completa. Os números estão aí, nos sites oficiais. Existe déficit, sim, ele é gritante. Acho um absurdo essa história de que não tem déficit quando é simplesmente saber fazer contabilidade.”
O texto da reforma previdenciária foi reduzido e vários pontos foram retirados, mas os parlamentares têm pressa em votar o texto antes de terminar o ano. A previsão é de que a proposta mais enxuta seja colocada em plenário até início de dezembro.
Reportagem, Jalila Arabi.