Após o fim da Operação Acrônimo, a Polícia Federal (PF) indiciou oito pessoas, entre elas o ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, e a primeira-dama de Minas Gerais, Carolina Oliveira. O governador mineiro, Fernando Pimentel (PT), não entrou na lista de indiciados porque tem foro privilegiado.
O inquérito da PF aponta que Pimentel, ministro da Indústria no governo Dilma entre 2011 e 2014, agiu juntamente com Coutinho para prejudicar o empresário Abílio Diniz, do Grupo Pão de Açúcar. Segundo as investigações, os acusados teriam armado um esquema para impedir a concessão de um empréstimo solicitado por Diniz ao BNDES. Desta forma, com a não liberação da verba, o grupo francês Casino, que tem o controle das ações desde 2012, seria beneficiado na disputa pelo controle do Grupo Pão de Açúcar.
Um dos acionistas da marca, o empresário Abílio Diniz tinha interesse na fusão do grupo com o Carrefour. Por outro lado, o grupo Casino era contrário à compra e teria feito pagamentos para uma empresa que repassou 40% dos valores à mulher de Pimentel. Segundo a PF, os repasses seriam uma troca para desfavorecer Diniz.
Em resposta, o advogado de Pimentel disse que as informações que constam no relatório são apenas versões da PF e não vinculam o Ministério Público Federal.
Já a defesa da primeira-dama de Minas disse que a Polícia Federal ignorou provas e que Carolina foi acusada de crimes que não cometeu.
Por meio de nota, o Grupo Casino informou que está surpreso com o resultado da conclusão do inquérito, mas que vai continuar colaborando com as investigações.
Agora cabe à Procuradoria Geral da República (PGR) decidir, com base nos relatórios policiais, se acata ou não a denúncia contra os envolvidos.
Reportagem, Marquezan Araújo