Brasil - undefined·23 de outubro de 2017

Ex-presidente do BNDES e primeira-dama de MG são indiciados pela PF

<p>Governador mineiro n&atilde;o entrou na lista de indiciados porque tem foro privilegiado.</p>

Por Agência do Rádio
Ouvir ·

Imagem não disponível

A imagem principal desta matéria não foi encontrada.

KIT DE REPUBLICAÇÃO
Ver kit completo
Nos siga noGoogle News
Seguir
Esta matéria é de livre reproduçãoVer licença
JORNAL DIGITAL PARA COMUNICADORES

O conteúdo que vai ao ar começa aqui.

Áudios, textos e roteiros produzidos todos os dias para rádios e mídias online regionais. Gratuito. Pronto para usar. Em todos os 27 estados. São 25 anos ao lado de quem comunica o Brasil.

Após o fim da Operação Acrônimo, a Polícia Federal (PF) indiciou oito pessoas, entre elas o ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, e a primeira-dama de Minas Gerais, Carolina Oliveira. O governador mineiro, Fernando Pimentel (PT), não entrou na lista de indiciados porque tem foro privilegiado.

O inquérito da PF aponta que Pimentel, ministro da Indústria no governo Dilma entre 2011 e 2014, agiu juntamente com Coutinho para prejudicar o empresário Abílio Diniz, do Grupo Pão de Açúcar. Segundo as investigações, os acusados teriam armado um esquema para impedir a concessão de um empréstimo solicitado por Diniz ao BNDES. Desta forma, com a não liberação da verba, o grupo francês Casino, que tem o controle das ações desde 2012, seria beneficiado na disputa pelo controle do Grupo Pão de Açúcar.

Um dos acionistas da marca, o empresário Abílio Diniz tinha interesse na fusão do grupo com o Carrefour. Por outro lado, o grupo Casino era contrário à compra e teria feito pagamentos para uma empresa que repassou 40% dos valores à mulher de Pimentel. Segundo a PF, os repasses seriam uma troca para desfavorecer Diniz.

Em resposta, o advogado de Pimentel disse que as informações que constam no relatório são apenas versões da PF e não vinculam o Ministério Público Federal.

Já a defesa da primeira-dama de Minas disse que a Polícia Federal ignorou provas e que Carolina foi acusada de crimes que não cometeu.

Por meio de nota, o Grupo Casino informou que está surpreso com o resultado da conclusão do inquérito, mas que vai continuar colaborando com as investigações.

Agora cabe à Procuradoria Geral da República (PGR) decidir, com base nos relatórios policiais, se acata ou não a denúncia contra os envolvidos.

Reportagem, Marquezan Araújo
 

SOBRE

Agência do Rádio

Ver todas as matérias
t-page