O SENAI capacitou mais de 73 milhões de brasileiros, desde 1942, em cursos profissionalizantes em todo o Brasil. E a instituição acaba trazendo ex-alunos como professores.
Esse é o caso do professor Max Wendell. Max, de 34 anos, morador de Mossoró, entrou em curso de mecânica no SENAI em 2004 e, desde 2007, dá aula de soldagem no curso técnico.
Quando aluno,Max ganhou, no Japão, campeonato mundial de solda. Como professor, já foi campeão quatro vezes.
MAIS: acesse a versão dessa notícia para blogs e sites
Max fala como o SENAI foi importante para seu crescimento pessoal e profissional e como é bom hoje, fazer a diferença na vida de outras pessoas.
“Para mim, o que mais me emociona é de encontrar ex-alunos. Eles nos param na rua e agradecem por estarem no mercado de trabalho. Eu acho que isso aí é a maior recompensa. Quem entra no SENAI, não sai mais a mesma pessoa. Não só com conhecimento técnico, mas como pessoa também.”
O SENAI atua em sete unidades no Rio Grande do Norte, sendo quatro na capital e três no interior. As do interior estão distribuídas estrategicamente dentro das regiões polos, de forma, que através das unidades móveis sejam alcançados 167 municípios do estado.
Em 2018, foram feitas 50 mil matrículas só no Rio Grande do Norte, em cursos de iniciação profissional, qualificação e especialização no SENAI. O diretor regional do SENAI do Rio Grande do Norte, Emerson Batista, explica quais são os cursos mais procurados pela população.
“A construção civil é um dos grandes destaques dentro de todas as suas áreas, instalações hidráulicas, prediais, elétricas prediais, elétricas industriais. A construção civil em si, como o pedreiro, pintor e eletricista. Na área de Mossoró, onde temos o polo petroquímico da região, toda a parte de estrutura de petróleo e gás, a parte de cursos de soldas e de estruturas metálicas. Assim, como no interior, a área de confecções. Na capital, em especial, o grande foco é a energia renovável, eólica e fotovoltaica.”
O Sistema S pode estar ameaçado. Isso porque o Governo Federal, ainda no final do ano passado, sugeriu cortar verbas do repasse financeiro feito anualmente ao sistema, como parte do esforço para controlar as contas públicas.
Reportagem, Juliana Gonçalves