Referência no ramo industrial odontológico, a empresa de César Augusto Olsen está no mercado há 40 anos. Presente em mais de 100 países, a Olsen S.A tem em seu presidente um ex-aluno do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI).
Natural de Mafra, no interior de Santa Catarina, Olsen desenvolveu cedo o gosto por máquinas e equipamentos. Cursou tornearia mecânica no SENAI e, posteriormente, antes de abrir a própria empresa, cursou também assistência técnica para equipamentos odontológicos. Atualmente, são 16 empresas espalhadas pelo Brasil.
O exemplo do empresário é um dos muitos que surgem após a capacitação oferecida por entidades do Sistema S. A estrutura do SENAI de Santa Catarina proporciona, além do ensino, condições para que cada vez mais catarinenses se capacitem para o mercado de trabalho. Ao todo, são 89 unidades, entre fixas e móveis, com 454 salas de aula e 726 laboratórios didáticos.
“Com extremo orgulho tenho formação no SENAI. Eu queria ter uma tornearia. Queria fazer partes de peças, peças de reposição, e ser um torneiro de mão cheia, como se diz. O SENAI foi o grande incentivador, o grande estímulo que tive para meu perfil. Recomendaria, inclusive, que a juventude fizesse, antes da engenharia, um curso no SENAI”.
No entanto, o futuro das entidades do Sistema S, do qual fazem parte SESI e SENAI, pode estar ameaçado. Isso porque o Governo Federal, ainda no final do ano passado, sugeriu cortar verbas do repasse financeiro anual ao Sistema, como parte do esforço para controlar as contas públicas.
O governo ainda não confirmou valores, mas de acordo com as sinalizações, os cortes no total repassado ao Sistema podem variar de 30% a 50%.
Reportagem, Thiago Marcolini