Participantes do Congresso Aço Brasil 2021.
Participantes do Congresso Aço Brasil 2021.

Evento sobre indústria do aço destaca sustentabilidade como fator essencial para evolução do setor

O tema foi assunto do Congresso Aço Brasil 2021, realizado nesta quarta-feira (29)


A produção de aço bruto no Brasil teve aumento de 24% no primeiro semestre de 2021, em relação ao mesmo período do ano passado, atingindo 18,1 milhões de toneladas. As vendas internas saltaram 43,9%, enquanto o consumo aparente subiu 48,9%.

Os dados são do Instituto Aço Brasil (IABr) que, nesta quarta-feira (29), promoveu o Congresso Aço Brasil 2021. O evento, que abordou os principais processos e números da cadeia nacional do produto, deu ênfase na importância de o setor atuar de forma sustentável.

A diretora de Assuntos Institucionais do Instituto Aço Brasil, Cristina Yuan, apontou as mudanças climáticas como fator que acende a necessidade de debate entre as companhias para definirem papéis que auxiliem o setor nas questões sociais, econômicas e ambientais. Nesse caso, ela mostrou preocupação com a emissão de gases CO2.

“Se nós, como país, assim como as demais nações do planeta, não nos esforçarmos de uma forma global, o resultado não será positivo. Em relação às emissões específicas de gás de efeito estufa no nosso setor, a média setorial no mundo é de 1,83 toneladas de CO2, por tonelada de aço bruto produzida, enquanto a do Brasil é de 1,72”, destaca.

Para que o engajamento global do setor siderúrgico seja atingido, Cristina pontuou como condição essencial, o envolvimento dos governos, independentemente da esfera. “Temos visto que o governo federal tem iniciado algumas ações nesse sentido, assim como os governos estaduais”, disse.

“É importante que essas políticas e metas se comuniquem, porque todos os setores envolvidos não podem ficar atendendo a compromissos e objetivos diferenciados, em função do que venha a exigir-se da União, dos estados e dos municípios”, considerou Cristina.

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Outro participante do evento foi o conselheiro do Instituto Aço Brasil e presidente da ArcelorMittal Brasil, Benjamin Baptista. No debate, ele defendeu que a produção do aço seja feita de forma racional. Desta forma, ele acredita que o setor atenderá aos anseios da sociedade no que diz respeito à sustentabilidade, o que garantirá maior demanda de produção no futuro.

“A tensão entre o curto e o longo prazo é muito maior do que a tensão entre o lucro e os impactos socioambientais. E, as perspectivas do aço em razão do aumento da população e com o otimismo de que 2,3 bilhões de pessoas sairão da pobreza para a classe média, é que chegaremos a 2,6 bilhões de toneladas de aço a serem produzidas em 2050”, projetou.

Sobre os trabalhos sustentáveis de empresas do setor desenvolvidos atualmente, ele citou como exemplo a parceria entre o governo do Espírito Santo com a ArcelorMittal Tubarão, que prevê a utilização, pela companhia, de água de reuso para fins industriais. A medida, segundo Baptista, acarreta economia de recursos hídricos provenientes do Rio Santa Maria da Vitória.

Futuro da Indústria Brasileira do Aço

O debate desta quarta-feira também tratou do futuro da indústria do aço a nível nacional. O conselheiro do Instituto Aço Brasil e diretor-presidente da Usiminas, Sergio Leite, lembrou do cenário de crise registrado em 2020, e ressaltou que o setor teve que elaborar estratégias, sobretudo redução de estoque para preservação de caixa.

Porém, após uma avaliação do momento atual, ele afirma que toda a cadeia de produção do aço já está recuperada. “Nós, durante o segundo semestre de 2020 e durante o primeiro semestre de 2021, realizamos um trabalho intenso, produzimos com alta escala, normalizamos o abastecimento do mercado”, afirmou.

“Podemos dizer que esse abastecimento está normalizado, assim como a grande maioria dos estoques. A indústria do aço está atendendo plenamente em quantidade e qualidade”, complementou Leite.

Nos seis primeiros meses de 2021, as exportações do setor tiveram retração de 13,7% em quantidade, com total de 5,2 milhões de toneladas, e aumento de 28,3% em valor, de US$ 3,8 bilhões. Já as importações evoluíram 140,6% no período, somando 2,5 milhões de toneladas e 105,6% em valor, com US$ 2,3 bilhões.

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LOC.: O Instituto Aço Brasil promoveu, nesta quarta-feira (29), um evento para apresentar dados e sugestões de ações para melhorar o desempenho do setor no futuro, sobretudo quanto à produção sustentável. O Congresso Aço Brasil 2021 contou com a participação da diretora de Assuntos Institucionais do Instituto, Cristina Yuan.

Na ocasião, ela afirmou que o setor precisa estar atento aos efeitos das mudanças climáticas. Ela mostrou preocupação junto à questão da emissão de gases CO2, e ressaltou que as empresas precisam desempenhar papéis que ajudem nas questões sociais, econômicas e ambientais.

TEC./SONORA: Cristina Yuan, diretora de Assuntos Institucionais do Instituto Aço Brasil

“Se nós, como país, assim como as demais nações do planeta, não nos esforçarmos de uma forma global, o resultado não será positivo. Em relação às emissões específicas de gás de efeito estufa no nosso setor, a média setorial no mundo é de 1,83 toneladas de CO2, por tonelada de aço bruto produzida, enquanto a do Brasil é de 1,72.”

LOC.: O evento também abordou pontos que dizem respeito ao futuro econômico da indústria do aço. O conselheiro do Instituto e diretor-presidente da Usiminas, Sergio Leite, lamentou a situação pandêmica vivenciada em 2020, e ressaltou que o setor teve que elaborar estratégias para se manter de pé.

TEC./SONORA: Sergio Leite, conselheiro do Instituto e diretor-presidente da Usiminas

“Nós, durante o segundo semestre de 2020 e durante o primeiro semestre de 2021, realizamos um trabalho intenso, produzimos com alta escala, normalizamos o abastecimento do mercado. Podemos dizer que esse abastecimento está normalizado, assim como a grande maioria dos estoques. A indústria do aço está atendendo plenamente em quantidade e qualidade.”

LOC.: No primeiro semestre deste ano, as exportações do setor tiveram retração de 13,7% em quantidade, com total de 5,2 milhões de toneladas, e aumento de 28,3% em valor, com US$ 3,8 bilhões. Já as importações evoluíram 140,6% no período, somando 2,5 milhões de toneladas e 105,6% em valor, com US$ 2,3 bilhões.

Reportagem, Marquezan Araújo