Jovens amapaenses que vão começar o Ensino Médio em 2019 podem concorrer a uma das 125 vagas ofertadas pelo SESI e o SENAI, neste ano. Após a aprovação da reforma do Ensino Médio, em 2017, a escola fez uma proposta pedagógica para ingressar nas diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
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A coordenadora de produção educacional do SENAI Amapá, Rayza Aires, explicou que os jovens que têm interesse nos cursos profissionais de técnico em redes de computadores ou técnica em eletrotécnica vão começar a estudar esses temas já no primeiro ano. Isso porque, segundo a Lei do novo Ensino Médio, os alunos vão estudar as matérias que estão relacionadas à carreira que eles desejam seguir futuramente. A coordenadora defende que, dessa forma, o aluno vai ser melhor avaliado e estará mais motivado.
“Nesse novo contexto da nova legislação, a intenção é que a educação fique muito mais atrativa para o aluno. E que ela seja individualizada. Em vez de avaliar o aluno por uma prova, eu avalio ele por todas as competências que ele demonstra ter alcançado ao longo do desenvolvimento de uma das áreas de competência. ”
A mudança na legislação tem como objetivo garantir que os conteúdos básicos sejam ensinados a todos alunos. Mas que eles também possam aprender mais sobre a área do conhecimento que escolherem e que pode ser linguagens e suas tecnologias, matemática e suas tecnologias, ciências humanas e sociais aplicadas e ciências da natureza.
O diretor-geral do SENAI e integrante do Conselho Nacional de Educação (CNE), Rafael Lucchesi, defende que essa reforma no Ensino Médio era necessária para modernizar o ensino dos alunos e acredita que isso vai melhorar a qualidade dos trabalhadores da indústria.
“É claro que temos um grave problema na indústria brasileira que é a baixa qualidade, a baixa escolarização da média populacional brasileira, o que faz com que a produtividade do trabalho no Brasil seja muito baixa”.
A coordenadora de produção educacional do SENAI Amapá, Rayza Aires, conta que no ano passado foi feita uma reunião com os pais de alunos que estavam cursando o nono ano. Ela disse que as propostas foram apresentadas a eles e os resultados foram positivos.
“A expectativa deles (pais) é muito boa. Eles ficam muito contentes, porque eles percebem que em vez de cursar três anos de ensino médio mais quatro anos de uma faculdade para estarem prontos para o mercado de trabalho, os seus filhos vão estar prontos muito antes e de uma forma muito melhor.”
As escolas brasileiras públicas e privadas têm até 2020 para se adaptarem ao novo ritmo do Ensino Médio. De acordo com o Ministério da Educação, o objetivo é garantir a educação de qualidade a todos os jovens brasileiros e aproximar o ensino à realidade dos estudantes.
Reportagem, Sara Rodrigues