Os cursos técnicos profissionais são caminhos promissores para os jovens de Roraima driblarem o desemprego.
Quando criança, Joaquim Lago, sonhava em trabalhar com veículos. Ele concluiu o ensino médio regular tradicional, mas saiu da escola sem as qualificações necessárias para trabalhar na área que escolheu.
Então, aos 19 anos, Joaquim Lago, decidiu fazer um curso técnico de mecânica de automóveis e, enfim, realizou o sonho de criança.
“Fiquei lá um ano e dois meses, se não me engano, e quando sai fui atrás de emprego na área. Hoje, estou na área de mecânica. Consegui um emprego na área que eu queria, e estou muito feliz onde estou trabalhando.”
De acordo com pesquisa publicada pela Fundação Dom Cabral, em 2016, 40 por cento das empresas têm dificuldades para encontrar profissionais aptos a preencher vagas técnicas. O problema é a falta de qualificação dos trabalhadores.
O Diretor-Geral do SENAI, Rafael Lucchesi, ressalta que o ensino técnico profissional é o caminho mais curto para o jovem conseguir emprego.
“Precisamos fazer um grande esforço se queremos ajudar a agenda de inclusão social para o jovem brasileiro melhorar a produtividade do trabalho, para melhorar a possibilidade dos jovens se inserirem no mercado de trabalho”.
Quase 25 por cento dos jovens, entre 18 e 24 anos, estão desempregados em Roraima, de acordo com dados do IBGE. O trabalhador que conclui sua formação em cursos técnicos profissionais pode ter salário até 20 por cento maior, em comparação aos estudantes formandos da educação regular tradicional. O dado é de pesquisa PUC-Rio.
Com a colaboração de Cristiano Carlos, reportagem, Sara Rodrigues