Saúde - undefined·10 de outubro de 2018

ESTRESSE: Saiba mais sobre o ataque de pânico

Por Agência do Rádio
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Estresse e ansiedade. Essas duas palavras têm se tornado cada vez mais frequentes quando precisamos lidar com um número de tarefas do cotidiano que também não para de crescer!  Acontece que o acúmulo de situações estressantes prejudica a saúde da mente podendo desencadear transtornos mentais que, na maioria dos casos, começa antes dos 14 anos de idade, como apontam dados da Organização Mundial de Saúde. E existe uma relação entre o estresse repetitivo e os transtornos mentais, quem explica é o coordenador de saúde mental do Ministério da Saúde, Quirino Cordeiro.

“Qualquer tipo de situação que leve o indivíduo a ser submetido a uma situação de estresse crônico – você tem uma demanda sobre o indivíduo, o indivíduo precisa dar conta daquela demanda e ele tem condições mais limitadas de fazer frente aqueles desafios que lhe são impostos. Sempre que isso acontece, isso acontece de maneira crônica e duradoura o indivíduo está mais sujeito a apresentar transtornos mentis de maneira geral, principalmente quadros de depressão e ansiedade”

Entre os quadros de ansiedade está o transtorno do pânico que, uma vez identificado, deve ser tratado imediatamente. Isso porque o atraso no tratamento pode desencadear outros quadros como explica QuirinoCordeiro:  

“Não é incomum que o indivíduo apresente um quadro que a gente chama de agorafobia – que é uma dificuldade de se expor a situações onde ele acha que pode ter um ataque de pânico. Então, muitas vezes o indivíduo começa a ficar mais isolado, tem dificuldade de sair, porque ele acha que vai ter um ataque de pânico num contexto que ele não vai conseguir ajuda”. 

Para evitar esse tipo de desfecho é importante procurar auxílio de um profissional de saúde se começar a sentir crises de pânico com frequência.  Em geral, os sintomas estão ligados ao aumento da frequência cardíaca, tontura e sensação de medo.  O SUS disponibiliza assistência psicológica aos pacientes e seus familiares por meio da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). Se precisar de ajuda, procure o CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) ou uma unidade de saúde da sua cidade.

Reportagem, Aline do Valle

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