Saúde - undefined·26 de março de 2017

ESPÍRITO SANTO: Preocupação com Chikungunya no estado aumenta em 2017

Por Agência do Rádio
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LOC.: Se o ano de 2016 marcou o Espírito Santo por conta da grande quantidade de casos de Zika e Dengue, em 2017 o problema aparenta ser outro, e até mais grave. Até a segunda semana de março, foram registrados 256 casos suspeitos de Chikungunya. No mesmo período, ano passado, 125 pessoas estavam com suspeita da doença. Em contrapartida, segundo a secretaria estadual, houve uma diminuição significativa nos casos de Zika e Dengue. Em 2016, até a segunda semana de março, mais de 30 mil capixabas estavam com suspeita de Dengue e mais de mil tinham suspeita de Zika. Já em 2017, são mais de três mil casos suspeitos de Dengue e 103 de Zika.

Roberto Laperriere é referência técnica do programa de combate a Dengue, Zika e Chikungunya no estado. Ele explica a preocupação das autoridades com o cenário.

TEC/SONORA: Roberto Laperriere, referência técnica do programa de combate a Dengue, Zika e Chikungunya.

“Isso nos preocupa muito aqui do estado. Nós sabemos dos problemas crônicos da Chikungunya e do que isso pode desencadear. Tirando as pessoas das suas atividades laborais durante longos períodos. Segundo a literatura, algumas pessoas podem ter dores da Chikungunya por até cinco anos. Então é uma preocupação do estado, porque é o mesmo vetor, e nós temos infestação do mosquito nos nossos 78 municípios. Não são infestações altas, mas nós temos a presença do vetor.”

LOC.: A professora Marcilene Fraga, 39 anos, é moradora do bairro Jardim Camburi em Vitória. Ela é uma das pessoas que tiveram a infelicidade de conhecer os sintomas da Chikungunya. A professora conta que começou a sentir os sintomas na última semana do ano passado, e só teve a confirmação para a doença este ano. Com dores e manchas pelo corpo, febre e diarréia, Marcilene conta como a doença afetou o dia a dia.

TEC/SONORA: Marcilene Fraga, professora.

“O que eu deixei de fazer por conta da Chikungunya foram coisas do cotidiano. Como eu estava de licença maternidade, em casa, e eu não conseguia fazer as coisas domésticas. Às vezes levantar era difícil porque doía muito minhas articulações. Nos pés, joelhos, doíam bastante. Para mim era muito difícil levantar, segurar a criança no colo, essas coisas.”

LOC: Segundo a secretaria estadual, cidades como Aracruz, Nova Venécia, Cachoeiro do Itapemirim, Colatina e Linhares estão entre as que apresentam uma maior preocupação no estado.

Para mais informações sobre Dengue, Zika e Chikungunya e os métodos de prevenção acesse: saude.gov.br/combateaedes. Ministério da Saúde, Governo Federal.

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