Apesar da redução de mais de 59% nos casos de Dengue, Espigão do Oeste está em situação de risco de surto de Dengue, Zika e Chikungunya, segundo o último Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa), do Ministério da Saúde. De acordo com o controlador de Endemias do município, Adalberto Mesquita, a falta de saneamento básico é um dos principais motivos para que o número de focos esteja sempre alto, já que os moradores precisam utilizar fossas, que, na maioria das vezes, não têm tampas e acabam virando focos para o mosquito. Ele explica que, para evitar que haja um surto das doenças, o município intensificou as ações de controle e combate ao vetor.
“Além de fazermos o trabalho de rotina, que são as visitas domiciliares, nós estamos investindo também na educação em saúde. Nós estamos trabalhando com palestras nas escolas. Toda semana nós vamos até as rádios locais pra poder chamar a atenção da população pros cuidados que tem que ter pra que o mosquito não se reproduza com facilidade nas suas residências. A gente tem trabalhado muito a divulgação do risco que o município tá correndo pra que a população se conscientize de que ela é parte do problema e também é parte da solução.”
Em 2017, até o início do mês de novembro, Espigão do Oeste teve 39 casos suspeitos de Dengue e apenas 11 confirmações da doença. Não houve confirmações de Zika e Chikungunya. A atendente de caixa Elaila Ferreira, de 19 anos, teve Dengue e passou duas semanas com os sintomas da doença. Ela conta que, depois disso, mudou todos os seus hábitos e não deixa mais água parada em nada que possa virar criadouro para o mosquito, pois acredita que pegou a doença dentro da própria casa.
“Eu acredito que dentro de casa, porque onde a gente morava tinha bastante árvore e quando chovia acumulava água no fundo do quintal. Eu sentia fraqueza, não sentia fome, não sentia vontade de comer, toda comida não me dava vontade de comer, eu rejeitava.”
Ajude você também a acabar com o mosquito. Evite deixar água parada em caixas d’água, pneus, calhas, garrafas e baldes. Lembre-se: um mosquito pode prejudicar uma vida. E o combate começa por você. Para mais informações sobre o assunto, acesse: saude.gov.br/combateaedes.