Saúde - undefined·31 de outubro de 2018

Especialista fala sobre saúde e segurança no trabalho em indústrias do Amapá

Por Agência do Rádio
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Por Sara Rodrigues

Os casos de acidente no trabalho tiveram redução de 17% no Amapá. O Serviço Social da Indústria (SESI) presta consultorias às empresas para criar estratégias de prevenção aos acidentes e doenças que podem acontecer dentro da empresa.

São 47 empresas atendidas pelo SESI. Os profissionais realizam pesquisas dentro da empresa, monitoram dados e atividades para verificar se a indústria tem cumprido as normas regulatórias do Ministério do Trabalho.

O gerente de Segurança e Saúde do Trabalho do SESI-AP, Marcelo Nobre, respondeu algumas perguntas para explicar a rotina e o trabalho dos profissionais da instituição nas empresas.

Qual é o objetivo final do SESI com o trabalho de prevenção de acidentes de trabalho?

Marcelo Nobre: Nós buscamos, aqui no SESI, trabalhar em prol das empresas, e especificamente do trabalhador. Buscando ações proativas positivas para evitar desde as multas até a integridade física do colaborador dentro da empresa. Nós temos vários segmentos de programas desenvolvidos para as empresas, dentre eles sistema de gestão.

Sabendo da queda de 17% nos casos de acidente no ambiente de trabalho, o que tem sido feito pelo SESI para ajudar nessa redução?

Marcelo Nobre: Nós vamos à empresa, geralmente a demanda vem do mercado. Fazemos uma visita de prospecção, identificamos dentro do ambiente laboral situações que possam vir a gerar acidentes no trabalho e situações que podem vir gerar multas à empresa. Nós fazemos o diagnóstico, fazemos o relatório das não conformidades e apresentamos situações viáveis dentro das condições da empresa. E depois disso, entregamos o relatório para o cliente (empresa).

As empresas aceitam e realizam todas as recomendações dadas pelos técnicos? Ela pode recusar alguma recomendação do SESI?

Marcelo Nobre: Nós ficamos monitorando durante o ano todo as empresas. Nós ligamos e mandamos e-mail, por exemplo: mês de dezembro tem o curso de combate ao princípio de incêndio e a empresa deve fazer o curso até o final de dezembro. A empresa responde o e-mail dizendo ‘SESI, eu não quero fazer’ ou ‘não vou fazer’. Mesmo assim, a gente continua informando que é uma obrigatoriedade que está dentro do plano de ação.

Sabendo que o SESI orienta as empresas no sentido de tornar o ambiente de trabalho mais seguro, quem é se beneficia mais com este serviço?

Marcelo Nobre: Ganha todo mundo. Ganha a empresa, ganha o trabalhador, ganha o SESI que fez o seu papel primordial que é atender as empresas. Os benefícios são vários, por exemplo, nós temos algumas empresas que do início da atividade, antes de ter contrato com o SESI, os serviços eram bem arcaicos. Com a entrada do SESI, as orientações que foram prestadas desde o processo de utilização de uma máquina, até a ponta final. Todos ganham com as metodologias que o SESI vem aplicando dentro da empresa.

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