Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

ESG: 82% dos líderes empresariais acreditam que suas empresas adotam critérios de responsabilidade ambiental, social e de governança

Especialista destaca que a sociedade tem exigido que empresas assumam responsabilidades com a comunidade na qual estão inseridas

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A sétima edição da Pesquisa Global de Gestão de Riscos de Terceiro, divulgada pela Deloitte, aponta que 82% dos líderes empresariais consideram que suas organizações têm níveis moderados a muito altos de conscientização/foco em questões ESG e requisitos relacionados. Já entre as empresas que atuam no Brasil, 69% afirmam que os responsáveis pelos riscos ESG têm uma forte compreensão de contexto de negócios, estratégia e objetivos que ancoram a gestão eficaz de tais riscos.

A necessidade de cuidados com o meio ambiente está cada vez mais em evidência e se estabelece como um pressuposto fundamental para o desenvolvimento econômico mundial. Diante deste cenário, novas diretrizes de comportamento empresarial surgem como uma forma de aumentar a conscientização no mundo corporativo. Dentre elas, está a pauta ESG, que trata sobre temas ambientais, sociais e de governança.  

O especialista em meio ambiente Charles Dayler explica que hoje a sociedade exige que as empresas existam não apenas em função do lucro, mas também assumam responsabilidades ambientais e sociais frente à comunidade na qual estão inseridas. Segundo Dayler, a adoção da pauta ESG mostra o comprometimento das organizações com questões que impactam a sociedade. 

“É uma sinalização de boas práticas, de boa fé da empresa de ir além da geração de lucro. Ela também está preocupada em fazer a entrega à sociedade e, de alguma forma, contribuir para o desenvolvimento de uma sociedade melhor, da melhoria da comunidade em que estiver inserida”, destaca.

O levantamento traz as respostas de mais de 1.300 líderes de negócio de todo o mundo, sendo 233 do Brasil. A pesquisa concluiu que as organizações precisam continuar investindo em tecnologias que integrem a coleta e o processamento de dados ESG de fontes internas e externas.

De acordo com pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), cerca de 85% das indústrias brasileiras já formalizaram o compromisso ou pretendem implementar os critérios ESG em seus processos de produção. O estudo aponta que 13% dos empresários entrevistados afirmaram que os critérios não fazem parte da estratégia ou planejamento de suas empresas. O vice-presidente Executivo da CNI, Glauco José Côrte, destaca a importância da relação entre empresa e meio ambiente. 

“Os desafios relacionados à sustentabilidade têm exigido cada vez mais responsabilidade e transparência na forma como as empresas interagem com o meio ambiente, se relacionam com seus stakeholders e nas estratégias de gestão adotadas. Isso tem impactado diretamente as avaliações de riscos e decisões de investimentos do mercado financeiro, demandando um reposicionamento das lideranças empresariais”, afirma. 
 

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LOC.:  Estudo aponta que 82% dos líderes empresariais consideram que suas organizações têm níveis moderados a muito altos de conscientização e foco em questões ESG e requisitos relacionados. A pauta ESG trata sobre temas ambientais, sociais e de governança. A sétima edição da Pesquisa Global de Gestão de Riscos de Terceiro foi divulgada pela Deloitte. Entre as empresas que atuam no Brasil, 69% afirmam que os responsáveis por ESG têm uma forte compreensão de contexto de negócios, estratégia e objetivos que ancoram a gestão eficaz de tais riscos.

O especialista em meio ambiente Charles Dayler explica que, hoje, a sociedade exige que as empresas existam não apenas em função do lucro, mas também assumam responsabilidades ambientais e sociais frente à comunidade na qual estão inseridas. 
 

TÉC./SONORA: Charles Dayler, especialista em meio ambiente

“É uma sinalização de boas práticas, de boa fé da empresa de ir além da geração de lucro. Ela também está preocupada em fazer entrega à sociedade e, de alguma forma, contribuir para o desenvolvimento de uma sociedade melhor, da melhoria da comunidade em que estiver inserida.”
 


LOC.: O levantamento traz respostas de mais de 1.300 líderes de negócio de todo o mundo, sendo 233 do Brasil. A pesquisa concluiu que as organizações precisam continuar investindo em tecnologias que integrem a coleta e o processamento de dados ESG de fontes internas e externas.

De acordo com pesquisa da Confederação Nacional da Indústria, a CNI, cerca de 85% das indústrias brasileiras já formalizaram o compromisso ou pretendem implementar os critérios ESG em seus processos de produção. O vice-presidente Executivo da CNI, Glauco José Côrte, destaca a importância da relação entre empresa e meio ambiente. 
 

TÉC./SONORA: Glauco José Côrte, vice-presidente Executivo da CNI

“Os desafios relacionados à sustentabilidade têm exigido cada vez mais responsabilidade e transparência na forma como as empresas interagem com o meio ambiente, se relacionam com seus stakeholders e nas estratégias de gestão adotadas. Isso tem impactado diretamente as avaliações de riscos e decisões de investimentos do mercado financeiro, demandando um reposicionamento das lideranças empresariais.”
 


LOC.: O estudo aponta que 13% dos empresários  afirmaram que os critérios não fazem parte, ainda, da estratégia ou planejamento de suas empresas.

Reportagem, Fernando Alves