Brincadeira de criança pode ser simples, divertida e não custar nada. Foi com garrafas pet, cordas e fitas que a estudante de 12 anos, Emily Vitória, conseguiu fazer um “vai e vem”: aquele brinquedo que duas pessoas movimentam os braços para fazer um objeto de plástico chegar ao outro lado, dependendo do ritmo e da força de cada jogador.
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Emily aprendeu a fazer esse brinquedo na escola SESI Ananindeua, que fica na Rua Cláudio Sanders, no município paraense. Ela participou do projeto “Recriando Jogos” desenvolvido por professoras de Educação Física e Artes, que consistia em fazer brincadeiras com materiais recicláveis. Ela conta que foi muito mais fácil aprender os conceitos de sustentabilidade.
“Eu gostei muito desse projeto porque além de aprender, eu ensinei. Aprendi outros métodos de preservar e aprendi como utilizar garrafas pets e outras coisas que eu posso muito bem reutilizar.”
Uma das criadoras do projeto, a professora de Educação Física, Mayumi Kanzaki, explica que o projeto envolve toda a escola. Os alunos maiores de 10 anos, assim como Emily Vitória, aprendiam como fazer, desenvolviam os brinquedos e quando estava tudo pronto ensinavam as crianças mais novas. Para ela, esse tipo de processo estimula o cérebro e facilita a aprendizagem.
“A gente percebeu que ajudou muito os alunos, inclusive pelo ambiente que a gente está, porque nossa escola é sustentável. Isso facilita a compreensão deles do conceito do que é a sustentabilidade. A gente sempre trabalha isso aqui ‘vamos tomar atitudes sustentáveis’. Então com esse trabalho, facilita essa compreensão inclusive para os pequenininhos porque eles podem fazer esses joguinhos em casa, que são de materiais que poderiam ser jogados fora.”
Os alunos se divertiram muito e a escola também deu um bom retorno para o professor. Mas o projeto não foi elogiado apenas no Pará, ele recebeu homenagem no 3º Encontro Nacional do sistema Estruturado de Ensino da Rede SESI, no final de novembro, em Brasília. Para Sérgio Gotti, gerente-executivo de Educação do Departamento Nacional SESI, os professores precisam ser valorizados pelo trabalho que já fazem e para serem motivados a continuar.
“Os nossos professores têm um nível de formação que é superior ao nível de formação dos professores que atuam na rede pública, ou mesmo nas outras redes privadas. É um professor extremamente engajado que tem um uma qualidade de aproximação com o diretor da escola, e isso faz com que o professor tenha um trabalho diferenciado dentro da nossa rede.”
Para as próximas edições do projeto, a expectativa é que não só as disciplinas de Educação Física e Artes estejam envolvidas, mas que seja um momento onde todas as matérias se conectam em prol da sustentabilidade.
Reportagem, Sara Rodrigues