Ações ligadas à melhora da saúde e segurança no ambiente de trabalho diminuíram a quantidade de acidentes do trabalho no Espírito Santo. De acordo com dados do Anuário Estatístico de Acidentes do Trabalho de 2017 da Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda, o estado registrou 15,62 casos para cada grupo de mil vínculos empregatícios, enquanto em 2017 foram 14,46.
O setor produtivo tem sido peça chave nesse processo. Em algumas atividades industriais como a indústria de transformação, a quantidade de acidentes caiu 40,9%. Na extrativista, a redução foi de 33,6%. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) elaborou o estudo Propostas da Indústria para as eleições 2018, focado no assunto, para otimizar ainda mais a redução de afastamentos por doenças.
Diretor de Saúde e Segurança na indústria do SESI Espírito Santo, Júlio Augusto Zorzal dos Santos, explica que os números têm caído, principalmente, por conta de um esforço conjunto dos gestores e empresários do país.
“A gente percebe muito fortemente que as empresas estão engajadas justamente na promoção desse ambiente saudável e seguro.”
Ações específicas estão sendo desenvolvidas no estado, norteadas por três pilares: inovação; gestão e serviços básicos. Desde fevereiro, são feitos workshops e seminários, entre eles o de atendimento ao eSocial – que é o sistema do governo com informações para os trabalhadores, como vínculos, contribuições previdenciárias, folha de pagamento e comunicações de acidente de trabalho. Júlio Augusto Zorzal dos Santos explica mais.
“Aproveitamos a oportunidade para apresentar uma plataforma que o SESI está disponibilizando para a indústria que é o SESI Viva +, uma plataforma informatizada que vai trazer potencial de gestão para a indústria, para atender requisitos legais, perante a fiscalização, para atender requisitos legais perante o eSocial.”
Pesquisa do Serviço Social da Indústria (SESI) com 500 médias e grandes empresas mostra que, para 48% delas, ações para aumentar a segurança no ambiente laboral e promover a saúde de trabalhadores reduzem as faltas ao trabalho. Para 43,6%, esses programas aumentam a produtividade no chão-de-fábrica e para 34,8%, tais ações reduzem custos.
Reportagem, Camila Costa