Por Marquezan Araújo
Entre os estados do Norte, Rondônia é o que registra o menor índice de expectativa de vida. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referentes a 2016, os rondonienses vivem em média até os 71,3 anos de idade. No entanto, em relação aos outros anos, esse número tem-se elevado. Em 2015, por exemplo, a expectativa de vida de quem nascia no estado era de 71,1 anos.
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Apesar do crescimento lento na expectativa de vida em Rondônia, especialistas enxergam esse avanço como uma tendência nacional que pode interferir em benefícios futuros, como as aposentadorias.

Por esse motivo, o pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (IBRE – FGV) Bruno Ottoni, não descarta a necessidade de as regras para aposentadoria serem modificadas. “À medida que o país for envelhecendo, a tendência é que a situação [da previdência] se torne calamitosa. Realmente, o Governo Federal vai ter muita dificuldade em fechar suas contas”, prevê.
A preocupação de Bruno Ottoni tem uma explicação. É que, no Brasil, o sistema previdenciário é sustentado por dinheiro vindo de contribuintes em atividade no mercado de trabalho. Isso significa que, com o aumento da população idosa e a redução do número de nascimentos, haverá mais pessoas recebendo o benefício, por mais tempo, e menos contribuintes para pagar as aposentadorias.
Reforma
Na tentativa de aprovar a reforma da Previdência ainda este ano, o governo Federal propôs um novo texto, mais enxuto. Entre os principais pontos está a idade mínima para se aposentar de 62 anos para mulheres e 65 para anos. Além disso, a ideia é equiparar os regimes de previdência dos servidores públicos aos do INSS, o que, na avaliação do coordenador de Previdência do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), Rogério Nagamine, deixa o sistema mais igualitário.
“Você tem um diferença de valor de benefício gigantesca. É exatamente por isso que é importante que passe uma proposta do governo que obrigue a todos os regimes de previdência dos servidores públicos a ter o mesmo teto do INSS”, justificou Nagamine.
Ficou de Fora
A proposta inicial do governo pretendia incluir na reforma as aposentadorias rurais e o Benefício da Prestação Continuada (BPC). Porém, como se tratavam de temas polêmicos, as regras para adquirir esses benefícios permaneceram como estavam.
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