Economia - undefined·31 de outubro de 2018

ENTREVISTA: Saiba como os Institutos SENAI de Inovação podem contribuir para desenvolvimento das empresas mineiras

<p style="text-align: justify;"><em><font size="4" face="Times New Roman">Gerente de Inova&ccedil;&atilde;o e Tecnologia do SENAI, de Minas Gerais, conta como as ind&uacute;strias e empresas podem se beneficiar com projetos desenvolvidos nos institutos de inova&ccedil;&atilde;o do estado. Acompanhe.</font></em><font size="4" face="Times New Roman"> </font></p>

Por Agência do Rádio
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Por Cristiano Carlos

O Brasil avançou cinco posições no Índice Global de Inovação 2018, saindo da posição 69 para 64, de um ranking composto por 126 países. Os brasileiros se destacaram por melhorar os investimentos em pesquisa e desenvolvimento, em importações e exportações líquidas de alta tecnologia, entre outras.

Em Minas Gerais, o Centro de Inovação e Tecnologia do SENAI atua no desenvolvimento de pesquisas para inovar as tecnologias industriais do estado.

Divulgação Internet

O Gerente de Inovação e Tecnologia do SENAI, de Minas Gerais, André Zanata,explica, em entrevista, como é a atuação do Instituto SENAI de Inovação, no estado.

Como é a atuação do instituto SENAI de Inovação em Minas Gerais?

André Zanata: Aqui em Minas Gerais, nós temos três institutos de inovação. Um deles é o Metalurgia e Ligas Especiais, trabalha no desenvolvimento de processos metalúrgicos e otimização de ligas. Um outro Instituto SENAI de Inovação, que a gente tem aqui em Minas Gerais, é a de Engenharia de Superfícies. Ele trabalha em uma atuação bastante transversal, em questões de corozão, desgastes, revestimento, por exemplo, transformando superfícies em superfícies hidrofóbicas, que repelem água. E um outro instituto trabalha no segmento de processamento mineral. Então, toda parte de geometalurgia, mineralogia, de processos, previsibilidade, otimização de processos, inclusive, em reaproveitamento de resíduos e alternativas para os rejeitos, nós conseguimos simular aqui dentro da nossa planta piloto.

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O país teve avanços no ranking da inovação. Os Institutos SENAI de Inovação contribuíram para a melhora dos números nacionais?

André Zanata:A área de inovação no país tem recebido uma atenção, nos anos para cá, muito grande. Visto a necessidade da indústria de inovar em processos, em produtos. Então, muito que se tem feito na indústria de novos projetos são frutos dessa oportunidade de inovação, tanto usando os Institutos SENAI de Inovação, essa rede de 25 institutos que foi criada no Brasil a partir de cinco ou seis anos para cá, com a CNI, a Confederação Nacional da Indústria, e com apoio das federações estaduais, as federações da indústria, muito tem sido criado de projetos para desenvolver processos e produtos em várias áreas industriais.

Como são desenvolvidos os projetos de inovação nos institutos de Minas Gerais?

André Zanata:Então, o que nós do SENAI estamos trabalhando não só em processos e produtos, mas também na formação de pessoas. Hoje, a gente vê que os profissionais são formados muito no sentido de trabalhar na rotina das indústrias, de produção, garantia da qualidade, mas com pouco enfoque nessa área de, por exemplo, empreendedorismo, tanto intra empresa quanto empreender fora da empresa. Então, dentro desses institutos de inovação a meta não é unicamente fazer projetos com uma única indústria, mas sim também criar novos fornecedores para essa média e grande indústria, onde a gente possa adensar a cadeia de fornecedores, onde a gente possa adensar a cadeia para suprir uma determinada demanda de uma média grande indústria automotiva ou petróleo e gás, ou em qualquer outro setor.

Os países desenvolvidos estão vivendo a era da digitalização dos processos de produção, a chamada Indústria 4.0. As indústrias brasileiras também terão de entrar nesse “novo mundo” digital. Os Institutos SENAI de Inovação, de Minas Gerais, podem auxiliar as empresas nesse processo?

André Zanata:Na questão da digitalização, aqui nos Institutos SENAI de Inovação, em Minas Gerais, nós temos uma área de digitalização. Falando de digitalização da infraestrutura como um todo. Então, se a gente puder dividir essa questão da digitalização ou no caminho para uma indústria se tornar uma indústria 4.0 ou aplicar a internet industrial passa por uma digitalização do seu chão de fábrica, deixar o chão de fábrica transparente. Então, aqui no SENAI de Minas Gerais, a gente consegue ajudar essa indústria a digitalizar, tornar esse chão de fábrica digital ou virtualizar esse chão de fábrica.

Como o empresário ou industrial pode ter acesso aos projetos e consultorias dos Institutos SENAI de Inovação, em Minas Gerais?

André Zanata:Ele pode acessar o site da FIEMG, onde vai ter lá um canal do SENAI, ou ele pode visitar o instituto aqui em Belo Horizonte, o CIT, Centro de Inovação em Tecnologia, que ele vai poder ter uma amostra aqui daquilo que a gente pode desenvolver nessas áreas, e também, através do CIT SENAI, acessar as redes de institutos para tanto desenvolver projetos de pesquisa e desenvolvimento em inovação, quanto, eventualmente, também fazer algum projeto ou processo de consultoria ou serviços metrológicos de caracterização de seu produto ou de materiais. Então, através do site da federação e do SENAI, ele pode ter contato aqui conosco.

Em Minas Gerais, existem nove Institutos de Tecnologia e Inovação, nas áreas de alimentos e bebidas; metalmecânica; gerência de metrologia; automotiva; meio ambiente; processamento mineral; engenharia de superfícies; metalurgia e ligas especiais e química. Destes, três são voltados para projetos de inovação.

Em todo Brasil, existem 25 Institutos SENAI de Inovação. As unidades foram instaladas próximas aos complexos industriais dos estados, em cinco regiões do país, e formam uma rede multidisciplinar, com atendimento integrado em todo território nacional.

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