Brasil - undefined·31 de outubro de 2018

ENTREVISTA: Gerente-executiva de Segurança e Saúde do SESI-PR fala sobre a importância do tema para as indústrias

<p>Entrevista com gerente-executiva de Seguran&ccedil;a e Sa&uacute;de no Trabalho do Servi&ccedil;o Social da Ind&uacute;stria do Paran&aacute; (SESI-PR), Ros&acirc;ngela Fricke</p>

Por Agência do Rádio
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Olá! Meu nome é Aline Dias e hoje vamos falar sobre segurança e saúde no trabalho. Em todo o Brasil, o número de acidentes de trabalho teve redução, durante os últimos anos. De 2008 a 2017, a taxa de incidência no país passou de 22,98 para 13,74 acidentes a cada mil vínculos empregatícios, de acordo com a Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda (SPrev). No Paraná, a redução, nos últimos três anos, foi de mais de 12%, segundo o Anuário Estatístico de Acidentes de Trabalho de 2017 (AEAT).

Para falar sobre o assunto, vamos entrevistar a gerente-executiva de Segurança e Saúde no Trabalho do Serviço Social da Indústria do Paraná (SESI-PR), Rosângela Fricke.

O SESI oferece uma série de serviços para ajudar as indústrias catarinenses a se adequarem às normas legais de segurança e saúde no trabalho e já atendeu mais de 6.700 empresas e 395 mil pessoas. Gostaria que a senhora explicasse como funciona o trabalho do SESI direcionado à segurança e saúde nas empresas.

“Além desses serviços básicos de atendimento legal, tem toda a gama de assessoria e consultorias para a redução de riscos de exposição desse trabalhador, bem como manter a saúde desse trabalhador ao longo da vida laboral dele. São ações que cuidam do ambiente de trabalho, mas são ações, também, que cuidam da preservação da saúde do trabalhador. São as ações de promoção da saúde, que também que envolvem assessorias, consultorias, instruções de trabalho. Tudo isso a gente faz com as empresas com esse objetivo da redução do afastamento.”

Uma pesquisa realizada pelo Serviço Social da Indústria (SESI) mostra que 71,6% das indústrias estão dando prioridade à gestão de segurança e saúde dos trabalhadores e que 76,4% dos entrevistados acreditam que o nível de atenção da indústria brasileira com o tema deve aumentar nos próximos anos. As empresas estão realmente investindo mais no tema?

“A gente tem tido muita procura em relação a programas que garantam tanto o atendimento à legislação, quanto busquem essa manutenção na qualidade de vida do trabalhador. A gente tem alguns casos, por exemplo, de sedentarismo, alguns casos de doenças crônicas não transmissíveis, que acabam impactando na saúde do trabalhador, no dia a dia dele dentro da empresa. E as empresas estão percebendo que se não investir nisso, vão perder esse trabalhador mais para frente, porque ele vai adoecer. Então eles estão fazendo um trabalho preventivo, estão se antecipando ao problema e investindo em ações de consultoria que vão garantir que o trabalhador tenha uma performance melhor também na sua produtividade.”

Quais os benefícios que uma boa gestão de segurança e saúde do trabalhador pode trazer?

“É muito claro que se você investe no trabalhador, você tem um retorno dele. Porque ele não se afasta, porque ele está ali de uma maneira mais saudável produzindo mais e a empresa acaba ganhando com isso também. Funcionários que tem uma saúde mais preservada, que têm um acompanhamento de riscos feito de maneira efetiva, ele acaba aumentando a sua produtividade e isso ajuda na competitividade daquela empresa.”

Hoje nós ficamos por aqui. Muito obrigada pela sua audiência e até a próxima!
 

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