Esses materiais são chamados de cromo e podem ser encontrados em aços e no revestimento de metais.
Antônio, obrigada por aceitar nosso convite. O senhor poderia explicar o que essa pesquisa fez para tornar esse elemento químico menos perigoso para o ser humano?
TEC/SONORA: Antônio Fidalgo, pesquisador-chefe do Centro de Inovação em Higiene Ocupacional
“É um material que a gente desenvolveu que transforma o cromo tóxico em uma forma de cromo muito menos tóxica. Então, o cromo quando a gente utiliza na solda ou na indústria de curtume, produção de couros, ele é o cromo que a gente chama de hexavalente, ele é o cromo 6. Ele é carcinogênico. Ele causa câncer. E aí esse material que a gente desenvolveu consegue transformar o cromo hexavalente no cromo trivalente, que é muito menos tóxico.”
TEC/SONORA: Antônio Fidalgo, pesquisador-chefe do Centro de Inovação em Higiene Ocupacional
“A ideia é que a gente consiga aplicar esse material em equipamentos de proteção individual, ou para tratamento de água. Uma das possíveis aplicações é a gente conseguir agregar esse material que a gente conseguiu nas máscaras que protegem contra compostos orgânicos. Além disso, essa máscara faria a redução do cromo 6 em cromo 3, fazendo com que o trabalhador fique protegido dessa exposição.”
TEC/SONORA: Antônio Fidalgo, pesquisador-chefe do Centro de Inovação em Higiene Ocupacional
“A gente trabalha com qualquer coisa envolvendo a higiene ocupacional. Em resumo, seriam condições saudáveis de trabalho. Tudo o que a gente possa prevenir e reduzir o risco. A ciência que trabalha com isso é a higiene ocupacional. Então qualquer pesquisa voltada para essa área, a gente consegue contribuir de alguma forma com as empresas.”