Economia - undefined·31 de outubro de 2018

ENTREVISTA: Como o Rio está inovando em química verde e contribuindo para uma produção sustentável

Por Agência do Rádio
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Com cinco plataformas tecnológicas, o Instituto SENAI de Inovação em Química Verde, no Rio de Janeiro (RJ), tem como segmentos estratégicos os setores petroquímico e farmacêutico, além das indústrias de óleo e gás, alimentos e bebidas, biocombustíveis e construção civil. Em tempos onde o compromisso com as questões ambientais se tornou um fator relevante dentro da indústria brasileira, o setor produtivo tem se esforça para levar soluções inovadoras e sustentáveis para o processo produtivo das empresas.

Produzir e oferecer serviços que não gerem impactos negativos ao meio ambiente não é mais apenas uma questão de consciência socioambiental, mas uma fonte de retorno financeiro das companhias, que precisaram mudar adotando processos e materiais mais eco-eficientes. Hoje, o investimento em serviço e pesquisa ambiental agrega valor à imagem, aos produtos e aos processos das organizações. Localizado no Maracanã, o Instituto Química Verde do Rio de Janeiro desenvolve pesquisas em diversas áreas para prover à indústria soluções inovadoras que agreguem mais competitividade e sustentabilidade. O gerente do Instituto em Química Verde, Paulo Roberto Furio, detalha o serviço e o objetivo do instituto.

“Foi concebido para implementar projetos inovadores para as indústrias. A química verde se baseia em 12 princípios, vários deles voltados para maior eficiência dos processos químicos, prevenir resíduos, fazer designer de sínteses químicas menos perigosas, utilizar substâncias químicas seguras, usar solventes mais seguros, aumentar eficiência energética, utilizar matérias-primas renováveis, esses são os principais princípios da química verde.”

Qual o papel desses conceitos da química verde?

“Os conceitos guiam, norteiam as atividades da química verde. Desenvolver processos mais seguros, eficientes, produzir, fabricar produtos que não tenham substâncias químicas que agridem ao meio ambiente, que evitem a poluição, esse é o principal mote. E como a gente chega até nossas empresas? Levando inovação. 
 

Quais a linhas de atuação importantes para o instituto?


“Nosso instituto foi concebido para atuar em algumas linhas de pesquisa, a gente tem em mente levar aplicação da química verde na cadeia de óleo e gás, desenvolvimento de produtos de alto valor agregado, desenvolver novas rotas tecnológicas de extração, desenvolver rotas alternativas e aplicação em nanotecnologia; e também a biotecnologia como linha importante do nosso instituto.”


Quais são os mercados alvos do Instituto?

“Segmento da química, óleo e gás, energia, cosméticos, alimentos e bebidas, construção… são os nossos principais mercados de atuação. E a gente trabalha muito em parceria com os outros institutos de inovação no país, todos complementares, vários possuem áreas de conhecimento, e quando desenvolve soluções inovadoras opera em parceria com todos os institutos, universidades do Brasil e do exterior para construir melhor solução possível, com características inovadoras fortes.”

H
oje, entrevistamos gerente do Instituto em Química Verde, Paulo Roberto Furio. Muito obrigado pela sua audiência e até a próxima.

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