Diante da necessidade de se adaptar às novas tendências tecnológicas, o setor industrial precisa encarar um novo modelo de produção, inclusive aperfeiçoar o trabalho na área de eletroquímica.
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Aos poucos, o Brasil vai ganhando espaço nesse processo de evolução. No Paraná, por exemplo, está localizado o primeiro Instituto de Inovação em Eletroquímica do país. Trata-se do Instituto SENAI de Inovação.
O local conta com infraestrutura laboratorial e de recursos humanos, onde são realizadas pesquisas voltadas para o setor da indústria.
Para gerente de Tecnologia e Inovação da Federação das Indústrias do Paraná, Felipe Couto, as empresas precisam buscar esse tipo de apoio.
“O Brasil é reconhecido como um país que tem uma produção acadêmica forte, porém, esse conhecimento acaba não chegando às indústrias que de fato inovam. Então, o Instituto SENAI de Inovação, ao trabalhar com pesquisa aplicada, ele faz essa ligação entre o conhecimento que está sendo gerado nas universidades com o dia a dia das indústrias. Ou seja, fazer com que esse conhecimento seja aplicado e resulte em inovações que vão aumentar o faturamento e a competitividade da nossa indústria.”
Entre os setores industriais que podem receber apoio do SENAI referente à área de inovação estão o de alimentos e bebidas, cosméticos, construção civil e o automotivo.
O sistema de inovação abrange várias áreas, entre elas, a de metalmecânico. Nesse ramo, a região Sul conta a empresa gaúcha BruningTecnometal, que avançou 14% na produtividade.
O analista do Sistema de Produção Bruning, Giovani Locatelli, afirma que a parceria com o Instituto SENAI de Inovação possibilitou a empresa chegar a resultados mais precisos.
“Para aprovar uma melhoria dentro da empresa, que muitas vezes passa por muitos gerentes, acaba se tornando muito mais fácil e mais viável. Eu consigo chegar já com o resultado que realmente vou atender, sendo que antes era tudo um cálculo estimado, podia ou não atender aquele resultado.”
Atualmente o Brasil ocupa posição 64 no ranking do Índice Global de Inovação (IGI). A liderança da escala pertence à Suíça, Reino Unido e aos Estados Unidos. A melhor colocação do Brasil já registrada foi em 2011, quando o país ocupava a 47ª posição.
Reportagem, Marquezan Araújo