Também conhecida como Quarta revolução industrial, a chamada Indústria 4.0 conquista cada vez mais espaço no mercado internacional. Aos poucos, essas tecnologias também começam a fazer parte do cotidiano das indústrias brasileiras.
Por meio de robótica avançada, sistemas de simulação virtual, internet das coisas e impressão 3D, por exemplo, as empresas podem otimizar o processo de produção com agilidade, aumentar o volume de produção e reduzir os desperdícios.
Para o professor da Universidade de Brasília (UnB) e especialista em inovação, tecnologia e recursos, Antônio Isidro da Silva Filho, com a chegada desse modelo de produção, a empresa que não se adequar, poderá perder participação no mercado. Além disso, ele destaca que a base educacional também deve se modernizar.
“O que nós precisamos fazer do ponto de vista prático é, primeiro, rapidamente introduzir conteúdos tecnológicos no ensino da Educação Básica e no Ensino Médio. Isso é para ontem, no sentido de que nós não podemos permitir que nossas crianças, nossos jovens não tenham inserção no domínio das tecnologias que estão surgindo.”
Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), 48% das grandes empresas brasileiras pretendem investir em tecnologias 4.0, em 2018. Neste contexto, o País precisa investir em infraestrutura e mão de obra, na avaliação do diretor nacional de Operações do SENAI, Gustavo Leal.
“Nós precisamos muito, como país de termos estratégias bem definidas em relação à preparação de uma infraestrutura adequada para isso, principalmente no que diz respeito à conectividade, à velocidade de internet. Mas, talvez, o desafio principal seja a capacidade que o país venha a desenvolver de formar as pessoas com perfis competentes, adequados para esse novo patamar tecnológico.”
Em documento composto por um grupo de propostas apresentadas aos candidatos à Presidência da República, a CNI revela ainda que, as mudanças no modelo de produção vão exigir, por exemplo, a cooperação entre as áreas de TI e as de produção. Além disso, será necessário que as empresas desenvolvam e aperfeiçoem seus modelos de negócio, principalmente quando se tratar de relacionamento com fornecedores e clientes.
Reportagem, Marquezan Araújo