Política - undefined·04 de fevereiro de 2019

Empresário destaca importância de SESI e SENAI para a qualificação da mão de obra no país

<p>Com 2,3 milh&otilde;es jovens matriculados, o Servi&ccedil;o Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) &eacute; o principal respons&aacute;vel pela forma&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica e profissional de jovens e trabalhadores brasileiros para v&aacute;rios setores da ind&uacute;stria</p>

Por Agência do Rádio
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Por João Paulo Machado

A preocupação com a formação de profissionais que possuam mão de obra qualificada para atender as necessidades da indústria nacional tem crescido a cada dia.
Este anseio, segundo especialistas e empresários, está baseado na necessidade de se aumentar a produtividade no País, além de garantir a geração de empregos.

Para se ter uma ideia, em 2015, uma pesquisa realizada pelo Fórum econômico mundial, colocou o Brasil ficou em 78º lugar na qualificação de mão de obra dentre os 124 países pesquisados e em 15º da América Latina. O que ressalta a importância do investimento em qualificação da mão de obra profissional.
Porém, na contramão desta linha, o governo federal tem sinalizado que poderá realizar cortes de 30% a 50% nos recursos destinados ao sistema S, que mantém instituições como o SESI e o SENAI.

Com 2,3 milhões jovens matriculados, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) é o principal responsável pela formação técnica e profissional de jovens e trabalhadores brasileiros para vários setores da indústria.

“São instituições (SESI e SENAI) não só fundamentais na área de educação profissional, mas principalmente incorporando plataformas de inovações para as indústrias brasileiras”, explica Ingo Ploger, membro do Conselho da Melhoramentos e presidente internacional do Conselho Empresarial para a América Latina (Ceal).

Os cursos do SENAI, dos quais 70% são gratuitos, são oferecidas em 541 escolas em todos os estados e no Distrito Federal. Segundo cálculos do SENAI, 162 delas fechariam as portas com os eventuais cortes.

Já o Serviço Social da Indústria (SESI), por exemplo, conta uma rede de escolas de que beneficia 1,2 milhão de jovens com educação básica, principalmente de famílias de trabalhadores da indústria.

“Quem mais se utiliza destas plataformas são as indústrias de médio e pequeno porte, cuja contribuição no processo de inovação brasileira é de relevância estratégica para o futuro da indústria brasileira”, ressalta o executivo.

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