Capaz de mudar a maneira de produzir, a Indústria 4.0 já começa a ser adotada por pequenos e médios empresários brasileiros.
No Piauí, por exemplo, o proprietário da empresa EM Santos Laticínios Longá, Merval Neres dos Santos, enxerga na também chama Quarta Revolução Industrial, uma maneira de se manter no mercado competitivo.
O empresário começou a fazer parte de um projeto que auxilia na inserção da Indústria 4.0 dentro do chão de fábrica. Denominado Indústria Mais Avançada, o programa é coordenado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI).
Para Merval, a metodologia, que partiu da identificação das dificuldades que a empresa passava, agora mostra todas as fases da produção e ajuda na tomada de decisões.
“Você consegue evitar desperdícios, você consegue melhorar o fluxo e o layout da sua produção, aumentando produtividade e diminuindo custos. tem um monitoramento em tempo real, até à distância, do que está acontecendo dentro da fábrica. Isso é o mais importante.”
O diretor de Inovação e Tecnologia do SENAI-PI, Félix Fernando Filho, afirma que boa parte das empresas ainda não despertou para a necessidade de investimento nas novas tecnologias.
Segundo o especialista, quanto mais isso demorar para acontecer, mais dificuldades essas companhias terão para se enquadrar no mercado.
“A gente procura mostrar para eles que não há outro caminho e a única forma de as empresas se tornarem competitivas e com maior produtividade, que é o maior gargalho da indústria brasileira, é por meio dessas tecnologias 4.0. Até porque os mercados mais competitivos estão dentro da Indústria 4.0.”
A ideia de requalificar profissionais e inserir a Indústria 4.0 nas linhas de produção também é vista como necessidade pela Confederação Nacional da Indústria, a CNI. A instituição elaborou um grupo de propostas e encaminhouaos candidatos à Presidência da República.
O documento contém medidas de apoio à modernização industrial e aplicação de novas tecnologias digitais no dia a dia das empresas. O objetivo é melhorar a infraestrutura de telecomunicação e desenvolvimento de estratégias para a formação e qualificação profissional. As propostas fazem parte do documento Propostas da Indústria para as Eleições.
Reportagem, Marquezan Araújo