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LOC.: Fiscalizações do Tribunal de Contas da União, o TCU, encontraram problemas em 82% de 100 transferências especiais analisadas, chamadas Emendas Pix. O prejuízo potencial é estimado em 49 milhões de reais.
A auditoria examinou CEM transferências especiais, que somam 198 milhões de reais, destinadas a 73 municípios e aos estados do Pará e de São Paulo. A fiscalização abrangeu repasses feitos entre 2020 e 2024.
Entre as principais irregularidades identificadas estão falta de transparência e de rastreabilidade dos recursos, problemas na execução financeira, irregularidades em licitações e falhas na execução de obras e projetos.
Segundo o TCU, foram encontrados casos de movimentação de recursos em contas inadequadas, ausência de relatórios de gestão, pagamentos sem comprovação, despesas incompatíveis com o objetivo das transferências, fraudes em licitações, contratação de empresas impedidas de fechar acordos com o poder público e obras inacabadas ou executadas apenas parcialmente.
Diante das irregularidades, o Tribunal instaurou processos para tentar recuperar os valores que podem ter sido desviados e abriu investigações sobre casos considerados mais graves.
A fiscalização também apontou falhas no Transferegov, plataforma do governo federal que gerencia as transferências de recursos da União. Entre os problemas estão a possibilidade de alterar planos de trabalho com pouca restrição e a falta de atualização dos saldos bancários.
O TCU determinou que o Ministério da Gestão e da Inovação adote medidas para limitar alterações nos planos de trabalho das transferências realizadas entre 2020 e 2024, com o objetivo de aumentar a segurança e a transparência no uso dos recursos públicos.
O relator do processo é o ministro Walton Alencar Rodrigues. O acórdão completo está disponível no portal do Tribunal de Contas da União, em portal.tcu.gov.br.
Com informações do Portal TCU, Bianca Minngote