Brasil - undefined·08 de setembro de 2018

Em sabatina na Globo News, general Mourão comenta atentado a Bolsonaro e defende tom mais moderado na campanha

<p><span style="color: rgb(51, 51, 51); font-family: &quot;Helvetica Neue&quot;, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px;">Embora tenha se denominado &ldquo;profissional da viol&ecirc;ncia&rdquo;, vice de Bolsonaro afirmou que o momento n&atilde;o &eacute; de guerra; candidato negou risco de golpe militar</span></p>

Por Agência do Rádio
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Um dos principais temas da sabatina Globo News desta sexta-feira (7), com o candidato à vice-presidência Hamilton Mourão, foi o atentado sofrido por Jair Bolsonaro. O militar está hospitalizado desde a tarde da última quinta-feira (6) devido a uma facada durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG).
Mourão afirmou que, a pedido de Bolsonaro, está em contato com a militância para que evitem conflitos, embora o próprio Mourão tenha dito que “os profissionais da violência somos nós” e Gustavo Bebiano, presidente do PSL e coordenador de campanha de Bolsonaro, tenha afirmado que “agora é guerra”.
“Realmente se subiu um pouco o tom mas depois ‘atenção gente, vamos baixar o tom porque não é caso de guerra’. E como eu disse aqui, a investigação do assunto é responsabilidade da polícia federal. O que a polícia descobrir, que se leve ao devido processo legal, que se julgue e se condene se for o caso”
A primeira pergunta, feita pelo jornalista Fernando Gabeira, questionou como deve ficar a campanha durante os dias em que Jair Bolsonaro estiver afastado. De acordo com uma nota divulgada pelo PRTB, partido de Mourão, a tendência é que o vice assuma os compromissos de campanha agendados.
O general também foi questionado sobre polêmicas antigas, como a afirmação de que o povo brasileiro teria herdado a indolência dos indígenas e a malandragem dos africanos. Mais uma vez, ele negou que a afirmação tivesse caráter pejorativo. O general também falou à jornalista Miriam Leitão sobre o coronel Brilhante Ustra, acusado de tortura e morte de 47 presos durante a ditadura militar.
“- Carlos Alberto Brilhante Ustra foi meu comandante quando eu era tenente em São Leopoldo. Um homem de coragem, um homem de determinação que me ensinou muita coisa.(...) Houve uma guerra, excessos foram cometidos? Excessos foram cometidos.
- Então o seu herói matou pessoas?
- Heróis matam”.
Mourão falou sobre uma das principais propostas da chapa, a de revogar o Estatuto do Desarmamento. De acordo com o vice, não haverá um armamento em massa da população. Ele também comparou as armas a veículos, afirmando que os acidentes de trânsito causam milhares de mortes, mas não se proíbe a venda de carros.
Hamilton Mourão também precisou defender várias declarações polêmicas de Jair Bolsonaro, como a de que ele "deu uma fraquejada" e teve uma filha e o questionamento do que poderia fazer após o incêndio no Museu Nacional. Segundo Mourão, a primeira frase atribuída ao machismo seria uma piada; já sobre o Museu Nacional, o general afirmou que ele próprio é um homem de cultura.
Hamilton Mourão alegou ainda que foi a primeira opção de vice na chapa, embora Bolsonaro tenha convidado e recebido negativas da advogada Janaína Paschoal, do general Augusto Heleno e do príncipe Luiz Philippe de Orléans e Bragança.
Reportagem, Ana Luiza de Carvalho
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