Política - undefined·27 de março de 2018

Em entrevista, Fachin afirma que família está sendo ameaçada

<p>Ao jornalista Roberto D'Avila, da &lsquo;GloboNews&rsquo;, ministro disse estar preocupado com a situa&ccedil;&atilde;o</p>

Por Agência do Rádio
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O ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), contou que a família dele tem recebido ameaças e, por isso, pediu providências à presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, e à Polícia Federal.

Em entrevista ao jornalista Roberto D'Avila, da ‘GloboNews’, o ministro disse estar preocupado com a situação. "Fico preocupado, sim, com aqueles que, membros da minha família, não fizeram essa opção [de atuar no Supremo] e poderão eventualmente sofrer algum tipo de consequência. Mas espero que nada disso se passe".

O magistrado não relacionou as ameaças a nenhum fato concreto e também não especificou de quem ou de onde elas estariam vindo. Segundo Fachin, "algumas providências que solicitei à presidente e à PF, por intermédio da delegada que trabalha aqui no tribunal, já estão sendo adotadas".

O ministro disse ainda que "nem todos os instrumentos foram agilizados, mas eu efetivamente ando preocupado com isso - e esperando que não troquemos fechadura de uma porta já arrombada também nesse tema.”

Edson Fachin assumiu o comando da Lava Jato no STF em 2017, substituindo o ministro Teori Zavascki, morto em um acidente de avião. No último mês, Fachin rejeitou o pedido de habeas corpus para evitar a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), condenado em segunda instância por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex.

Em seguida, o ministro enviou o caso para análise de todo o plenário da Corte. A previsão é de que esse julgamento seja concluído no dia 4 de abril.

Reportagem, João Paulo Machado

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