Meio Ambiente - undefined·29 de agosto de 2017

Elementos de baterias automotivas podem causar danos à saúde e ao meio ambiente; Senado estuda PL para dar descarte adequado

<p>A bateria de autom&oacute;veis est&aacute; entre as mais t&oacute;xicas, com subst&acirc;ncias que podem ser corrosivas, como &aacute;cido sulf&uacute;rico e chumbo &aacute;cido</p>

Por Agência do Rádio
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Você sabe como descartar corretamente a bateria do seu carro? Muita gente não sabe, mas a bateria, se devolvida ao local correto, pode ter entre 95 e 100% do material reciclado. O gesto, além de liberar espaço nas garagens de casa e gerar economia, pode salvar vidas. A bateria de automóveis está entre as mais tóxicas, com substâncias que podem ser corrosivas, como ácido sulfúrico e chumbo ácido.

O descarte inadequado da bateria de carro pode gerar impacto negativo ao meio ambiente, comprometendo solo, água e ar, e até aumentar o tráfico de drogas, já que substâncias dela podem ser usadas para refinar cocaína e fabricar munição para armas.

O diretor de sustentabilidade da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), João Carlos Redondo, alerta sobre a importância de o consumidor retornar a bateria velha para a indústria, que vai saber dar o destino certo a cada elemento.

“O consumidor também tem que ficar atento quando ele adquire esse tipo de produto, para que evite marcas desconhecidas, para que dê preferência às marcas que possuem programas ambientais de recolhimento desse material.”

O Senado Federal quer criar uma lei específica para tratar essa logística reversa, mas o senador Acir Gurgacz (PDT-RO) defende que o tema seja inserido na Política Nacional de Resíduos Sólidos, criada em 2010.

“Hoje, não tem um destino certo para essas baterias, elas vão junto com o lixo normal e acaba trazendo um problema para o meio ambiente. A indústria que produz e vende tem que ter a responsabilidade de receber de volta e dar um fim a essas baterias, não trazendo um problema para a sociedade, trazendo, sim, uma solução.”

Na semana passada, a proposta (PLS 537/2011) passou pela Comissão de Meio Ambiente no Senado e está pronta para entrar na pauta da Casa.

Reportagem, Jalila Arabi.

 

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